NEGUINHO Fiquei olhando ela ir embora, observando cada passo até que atravessasse a rua e entrasse no carro preto, grande e imponente, que parecia um pedaço do seu mundo perfeito estacionado na calçada. E, porra... aquilo já estava ficando perigoso para mim também. Valentina entrou ao lado da amiga, mas antes que a porta se fechasse, ela olhou para trás uma última vez, os olhos claros procurando os meus mais uma vez. De novo. Como se também não conseguisse evitar a gravidade que puxava nossos olhares um para o outro, como se fosse impossível ir embora sem verificar se eu ainda estava lá, parado, olhando ela. Meu ego gostava daquilo mais do que deveria. Gostava de saber que eu tinha esse efeito nela, que eu conseguia bagunçar toda a sua pose de menina educada e controlada. Mas não era só

