GABRIEL NARRANDO Passei todo o caminho da penitenciaria, até chegar em casa, olhando a Manuela. Ela é linda e perfeita demais. Me crucifiquei em pensar assim... até porque eu perdi a minha esposa e mãe da minha filha a pouco tempo. Mas era inevitável. O rosto dela, perfeitamente desenhado, a sua boca perfeita, carnuda. Toda desenhada me chamava atenção a todo momento. Ao redor dos olhos dela estava vermelhos e até meio roxo, com certeza de tanto chorar e por pouco dormir. O sono dela era profundo. Ela chegava suspirar e as vezes até dava uns soluços. Claramente, ela estava exausta, no limite de tudo. Quando chegamos na minha casa. Até pensei em pegar ela no colo e levar ela para dentro. Mas depois de tudo que ela passou e de tudo o que ouvi naquela ligação. Ela poderia acordar mais

