MANUELA NARRANDO Quando senti a mão no meu ombro, eu segurei para não chorar. Eu já comecei pedir a deus ali mesmo que ele me mandasse para a cadeia. Que ele fizesse qualquer coisa que me impedisse de passar por este portão. CARCEREIRA- o que aprontou em bonequinha? _ pergunta uma carcereira e eu a olho. MANUELA- nada. _ falo e ela me olha sorrindo. Um sorriso de quem quer ver outra pessoa se fodendo todinha. CARCEREIRA- acho que aprontou e não foi pouco. _ ela fala e me pega pelo braço. - Bora para a salinha donzela. _ eu olho para ela e começo a andar. Quando entro na sala meu coração para pôr alguns segundos e volta a bater. Dois homens enormes, uma com o uniforme dos funcionários do presidio e o outro com o uniforme do Bope. Quando meu coração volta a bater eu pergunto se aconte

