Gabriel Montenegro Estávamos voltando do passeio. A noite já havia caído, e as luzes da cidade refletiam pelas janelas do carro. No banco de trás, Sofia lutava contra o sono, mas, mesmo com os olhinhos pesados, ela continuava a falar animada sobre o tão esperado Natal no dia seguinte. — Tio Gabriel, onde você vai passar o Natal? — perguntou de repente, sua voz carregada de curiosidade. Antes que eu pudesse responder, ela continuou: — Vai ser com sua namorada? Ou com seus pais? A pergunta me pegou completamente de surpresa, e no mesmo instante, olhei para Helena. Ela parecia tão ou mais desconcertada do que eu. — Sofia! Isso são modos? — Helena a repreendeu, sua voz carregada de uma falsa severidade que não escondia o leve embaraço. — Desculpa, mamãe... É que eu queria saber se ele nã

