Gabriel Montenegro Acordei cedo, o sol filtrava pelas frestas da cortina, mas não era o calor que me mantinha desperto. Era ela. Helena. A lembrança do toque dela ainda estava tão viva quanto o beijo que trocamos na noite anterior. Um beijo que, eu sabia, não era algo casual. Não com ela. Não conosco. Helena sempre teve o dom de me desestruturar, e ontem à noite ela fez isso de novo. A química entre nós era tão intensa quanto antes, se não mais. Mas agora havia tantas outras coisas em jogo. Sofia, o passado que ainda pesava e o presente confuso. Eu não sabia como seria daqui em diante, mas uma coisa era certa: aquele beijo mudaria tudo. Levantei e fui direto para o banheiro, ligando o chuveiro e deixando a água quente escorrer pelo meu corpo. Enquanto me ensaboava, os pensamentos contin

