Gabriel Montenegro Saí da casa de Helena com a mente ocupada, mas antes de entrar no carro, virei-me para ela mais uma vez. — Lembre-se, Helena. Se precisar de mim, para qualquer coisa, é só ligar. E se ele aparecer de novo... — Minha voz endureceu ao falar de Rafael. — Não hesite, eu estarei aqui o mais rápido possível. Ela assentiu, com um leve sorriso de agradecimento, mas ainda parecia um pouco hesitante. Inclinei-me para frente e depositei um beijo suave em sua testa. — Cuide-se. E à noite, passo aqui para trazer você e Sofia de volta. — Obrigada, Gabriel. — Sua voz era quase um sussurro, mas cheia de gratidão. Entrei no carro e segui em direção ao escritório do advogado. A ligação que recebi mais cedo tinha deixado claro: era hora de lidar com as questões da herança do meu pai.

