Jean entrou em seu apartamento em Mayfair, o relógio marcando pouco depois das onze da noite. O ar estava pesado com o calor da tarde inglesa que ainda se prolongava em ondas, refletindo nas paredes de tijolos e na iluminação discreta do apartamento de alto padrão. Ele fechou a porta atrás de si com um clique seco, tirou o blazer do leilão, puxou a gravata de seda preta e a soltou com impaciência, deixando-a cair sobre a cadeira. O corpo ainda estava tenso pela atuação da noite. Cada passo no leilão, cada gesto, cada toque na mão de Izzie — ou Izaura, como precisava ser apresentada — ainda queimava na memória. O prazer frio de controlar a sala inteira, de manipular egos, ainda pulsava como uma corrente elétrica. Jean se dirigiu ao escritório, um espaço amplo, quase minimalista, com a par
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