Mundus Vini

2407 Words
O dia da viagem havia chegado e por mais incômodo que parecia, os três adultos estavam bem juntos. Pelo menos até se encontrarem no aeroporto e verem seus assentos. As duas mulheres estavam juntas na executiva, enquanto Stefan estava na econômica. -Desculpa, era o que dava para pagar com o dinheiro que estou recebendo.- Stefan falou baixinho para sua namorada. -Tudo bem, você indo era o que importa. Mas poderia ter falado comigo. -E ficar com mais dívida com você? Não, obrigada! Eu já vou ter que pagar os ternos caros que você comprou para mim para usar nos eventos. -Fica tranquilo, ninguém sabe disso. - ela deu um empurrão de leve em seu namorado. Enquanto isso do outro lado estava uma Alice com um blazer marrom, sua bolsa e falando ao telefone. -E ali está nossa anti-h*****a. -Stefan comentou - A gente gosta ou não dela? Eu ainda não entendi essa relação com ela. -Fica ao seu critério. -Mas você não gosta por causa da sua família. É uma rixa de negócios.- ao terminar de falar a mulher chegou junto deles. -Temos um pequeno problema com nosso hotel. - Alice chegou falando -Parece que seu parceiro alugou apenas um quarto. -O que? - Manuela ficou surpresa- O Dalio não fez isso! - ela bufou e cruzou os braços. -Pelo menos tem duas camas. Ou você pode ficar no hotel com seu namorado, não alugaram um quarto juntos?- houve um momento de silêncio e Manuela percebeu que não havia pensado nisso e era um erro. -Na verdade, pensamos que seria de m*l tom já que não é uma viagem de casal e sim de negócios. - Stefan tomou a frente. -Mas não se preocupe, passaremos o final de semana na casa da minha família. Você pode aproveitar do jeito que quiser. - a mulher sentiu sua mão entrelaçar com a do homem mais forte ao seu lado e ela sentiu alívio. -Ótimo, então não teremos problemas. - a ruiva falou em frente ao casal. Após quase 13 horas de viagem, os três chegaram no hotel pela manhã para fazer o check in e foram direto para o buffet de café da manhã. Por incrível que pareça o clima entre os três ainda estava bom, Stefan tentava falar de assuntos globais para que as duas não entrassem em conflito. -Que tal descansar um pouco e mais tarde eu volto aqui para te mostrar a cidade? -Stefan comentou abraçando sua namorada de lado. -Acho uma ótima ideia, temos um tempo até o evento. -O evento é à noite, são duas noites e vocês ainda querem passear? -Porque você não vai subindo e te encontro no quarto? Deixa a gente em paz um pouco vai. - Manuela falou para a mulher na frente deles, a mesma revirou os olhos e realmente fez o que sua rival disse. -Vocês parecem duas meninas adolescentes brigando. - Stefan riu e eles ficaram frente a frente. - Por favor, não se matem. Vocês vão ficar no mesmo quarto. Pega leve. -Mas eu pego, você vê que é ela que não me dá um minuto de paz? -Tá tudo bem, vem cá. - ele a puxou e eles se abraçaram. -Te encontro mais tarde. - ele deu um beijo na cabeça dela. -Stefan, estamos em público. E todos devem saber que somos um casal, então me trata direito. - Manuela pediu chegando mais perto dele. -Eu vivi por esse momento, me pede um beijo, Sra. Cesarini. - ele falou com todo seu charme e ego possível que teria no momento apenas para irritar a namorada. -i****a! - com uma mão ela puxou ele pela bochecha e deu um selinho nele. -Te vejo depois! - ela deu as costas, puxou sua mala e entrou no elevador. Ao entrar no quarto que dividia com Alice, não encontrou a menina ali e imaginou que ela estivesse no banheiro. Arrumou suas coisas em cima da cama que ficaria e ao olhar pela janela percebeu que elas tinham uma vista privilegiada de Neustadt. -Lindo não é?- Alice falou atrás da mulher a fazendo pular de susto. -Que susto, Alice! - ela reclamou - Mas é sim, uma vista linda. Pelo menos nisso o Dalio acertou. -Fica tranquila, eu não vou te perturbar. Vamos fingir que nem estamos no mesmo recinto, o quarto é enorme, podemos ficar cada uma em um lado. - a mulher fez desdém, o que incomodava a Cesarini. -Também não é como se fomos invisíveis. - a mulher saiu da janela e voltou o olho para sua mala. - Podemos nos tratar civilizadamente. -Eu prefiro nos tratar civilizadamente apenas no evento. Pode me dar a lista?- a Cesarini pegou um papel em sua bolsa e a entregou. -Obrigada! - ela pegou dando um sorriso de lado.-Pode ir tomar um banho, a água é ótima! - a mulher sentou em sua cama vestida com um roupão branco que estava desde quando saiu do banheiro. Abriu a lista e a partir de então, as duas não trocaram mais palavras. No final da tarde, as duas saíram do quarto para conhecer um pouco de Neustadt, a cidade à qual elas estavam. Stefan encontrou com Manuela na porta do hotel, ele se ofereceu para levá-la também, mas a mesma negou dizendo que não queria atrapalhar o casal. Então eles conheceram um pouco daquela cidade, Stefan a levou nos melhores lugares e acabou virando um roteiro romântico.Os dois tiraram fotos e Manuela até postou nas redes sociais. -Olha, se eu não tivesse te conhecido numa situação de golpista, a gente até que daria certo juntos sabia. - Manuela falou enquanto eles andavam em uma das ruas movimentadas comendo Bretzel e falando o quanto era incrível aquele lugar. -Eu acho que nós damos certo, sem contrato! - Stefan estava com uma boina verde musgo combinando com seu sobretudo verde também. - ele chegou junto dela. -Nem vem, eu não confio em você. - ela o despistou e saiu andando na frente. -Eu também não confio em você e nem tenho para onde ir. Em qualquer lugar, você me acha. -Talvez sim! Nosso plano está indo muito bem, quem sabe a gente não renove o contrato. -Quem sabe a gente não precise mais de contrato? - novamente ela se chegou nele. -Você está apaixonado por mim? -os dois riram - Eu me lembro que no começo do nosso contrato você quem estava com medo de se apaixonar por mim. -Não disse que estava apaixonado, que graça tem eu ser seu namorado e nem poder beijar. Posso ficar com outras garotas pelo menos ? -Você fazendo direitinho, não vejo problemas. -E com você? Não pode! - ele puxou ela mais pra perto e dessa vez ela cedeu. -Porque você não se deixa permitir? Estamos na Alemanha! -Eu tenho um contrato com você. -Aqui ninguém te conhece, ninguém nos conhece. Porque não se deixar levar?- a mão dele foi até seu rosto- Esquece contrato, esquece empresa, esquece seus pais. - ele sentiu a respiração acelerada da mulher a sua frente e logo tomou iniciativa de beijá-la. Um beijo calmo que durou alguns segundos. -É, eu acho que temos que ir embora! - a mulher atrapalhou o beijo. -Tenho que me arrumar para o evento e você também. -Tudo bem! - ele deu o braço para ela segurar e eles foram andando em direção ao hotel. Deram um selinho ao se despedirem e a garota subiu até seu quarto. Ao entrar ela percebeu uma movimentação no banheiro, provavelmente Alice já estava se arrumando. -Nossa, você está linda! - ela falou assim que viu sua rival sair do banheiro com um vestido vermelho em um decote em V, destacando o colo de maneira sofisticada, e alças finas com alguns detalhes brilhosos. -Que susto, Manuela! - a mulher falou assim que percebeu a presença dela. -Mas, obrigada! -Eu vou me trocar, vamos juntas? -Não, eu te encontro lá! Não quero sair em nenhum jornal como acompanhante de casal. - ela deu de ombros. - Estou levando alguns vinhos, por favor, leve os outros. -Tudo bem! - a mulher concordou e entrou no banheiro. O evento era um ambiente elegante.Alice foi para sua sessão de degustação onde especialistas, provam e avaliam cada vinho com um olhar crítico, baseados em critérios rigorosos de qualidade. Esses momentos são muitas vezes acompanhados por aplausos suaves e murmúrios de apreciação. Enquanto Manuela ao chegar com Stefan, fez questão de mandá-lo ir fazer networking enquanto as duas ficavam no stand. -Você fica linda de preto! - Alice falou baixinho no ouvido de sua companheira. -Não começa, Alice! Por favor! Você vai degustar os outros vinhos? -Podemos reservar, o que acha? o que acha?- a mulher idealizou. -Acho que é a única coisa sensata que você falou até agora. - elas trocaram sorrisos irônicos. Os vinhos eram de alta qualidade, era uma experiência enriquecedora para quem ama o mundo dos vinhos e uma chance única de explorar, aprender e apreciar a diversidade e a excelência dos vinhos globais. As duas foram clicadas juntas mostrando o vinho Cesarini que foi muito elogiado pela maioria que os tomaram. No outro dia seria apenas workshops e palestras, então elas não precisavam estar juntas e Manuela estava agradecendo por isso. -O quanto de vinho você tomou? - Alice perguntou enquanto subia no elevador com Manuela. -Porque você está perguntando isso? - Manuela perguntou á ruiva. -Estamos sozinhas há mais ou menos trinta minutos e você não me atacou e nem me xingou, e está sorrindo mais que o normal. E claramente, não é para mim. -Se você estivesse ficado calada, eu ainda iria está sorrindo para o nada. - nesse momento as duas ficaram em silêncio e entraram no quarto assim. -Você vai primeiro? - as duas perguntaram ao mesmo tempo e logo depois riram. -Pode ir primeiro, acho que você precisa mais. - a ruiva falou simpática. -Como você está tão sóbria mesmo com todas as degustações? - Manuela perguntou tirando seus sapatos e indo tirar seu vestido ali mesmo. -É que ao contrário de você, eu não bebo apenas em eventos corporativos. Quer ajuda ai? -Acho que sim! Só me ajuda com o zíper do vestido. - a mulher foi até junto dela e a ajudou com o vestido, o retirando e caindo por completo a deixando apenas de lingerie. -Sem segundas intenções, Alice. Por favor! -Mas eu nem fiz nada, apenas te ajudei como pediu. - a mulher deu um passo para trás. -Eu posso sentir seu olhar sob meu corpo. - ela se virou. -Alterada ou não, eu ainda sei distinguir olhares e cantadas. -Eu ainda nem comecei! - ela sentou na sua cama -Mas poderia, se você continuar dessa forma na minha frente. Vocabulário não me falta! - no mesmo instante ela colocou seu roupão. Alice tirou seu vestido ali mesmo na frente da garota. -Vai tomar banho ou vai ficar me olhando? -Olha que a vista nem tá r**m. - Manuela provocou sorrindo de lado. -Não me provoca, Manuela! - as duas chegaram mais próxima. -Anda, vai pro banho! - gentilmente ela a empurrou em direção ao banheiro e esperou tranquilamente sua vez. Após um banho e um café que Alice pediu, cada uma estava em sua cama e trocavam palavras sobre o evento. -O Stefan conseguiu alguns cartões para nós. Podemos ligar para algum deles e marcar uma reunião enquanto ainda estamos aqui. -Bom, eu não vou ficar aqui. Mas fique à vontade para marcar uma reunião. -Não vai ficar nem se for por negócios? -Só fico se você pedir. O Dalio só nos deu dois dias, se você me fizer ficar, ficamos até uma semana se preciso. - ela colocou a xícara de lado e sentou na cama à sua frente. -Você não perde a oportunidade.- a mulher também soltou sua xícara. -E você não perde a sanidade, nem por um minuto. -Ah eu perco sim! - ela soltou baixinho. -O que? Você perdeu alguma vez? Quando? -Quando eu fiquei com você na faculdade e quando nos beijamos no meu escritório. -Então eu faço você perder a sanidade? - a voz já havia mudado e como uma boa sedutora, Alice estava mais próxima de sua pretendente. -É,um pouco disso! - Manuela já não tinha força em sua voz, ela apenas olhava para os lábios vermelhos a sua frente. -Vai me pedir para ficar? - ela sussurrou bem perto da boca da morena. -Não! - ela respondeu com desdém -Eu posso cuidar de tudo sozinha.- as duas riram de lado. -Sempre com uma resposta negativa. -E você sempre com uma entrada.- ela agarrou com as duas mãos em seu rosto. -Mas eu não vou cair nessa. -Que pena, eu estava louca para poder beijar sua boca, desde quando vi você chegando naquele evento. - as palavras eram trocadas com sua boca ainda sendo pressionada pela mão da Cesarini. Agora a mão da Laurent foi parar na coxa da mais velha. -E você também quer, para quer negar? - ela apertou a coxa. -Solta minha boca ou me beija. - houve um momento de silêncio e em um impulso Manuela beijou a boca de Manuela, talvez em sua mente era algo que ela queria a muito tempo, pois era acelerado e com muita vontade. Em um movimento Alice colocou Manuela em seu colo segurando forte sua cintura. O beijo seguia firme e a morena colocou uma das mãos entre os cabelos da ruiva, o que a fazia gemer e apertar mais forte sua perna. Manuela começou a rebolar em cima da mulher que aos poucos foi colocando a mão dentro da i********e da mais nova.-Se você quiser parar, agora é o momento. - a voz de Alice era arrastada, mas conseguiu falar enquanto Manuela beijava seu pescoço e se esfregava mais forte na mulher na qual estava sentada. -Não quero, continua! - ela tomou a boca dela num beijo novamente para continuarem a fazerem o s**o que por tanto haviam esperado. Após estarem completamente sem roupa, Alice estava por cima de Manuela, chupando seus s***s enquanto sua outra mão estava estimulando seu c******s rapidamente. Os gemidos de Manuela eram abafados pelo lençol que ela estava mordendo para não fazer zuada no quarto do hotel, dessa forma nenhuma das duas percebeu o celular de Manuela tocando, totalizando cinco ligações perdidas de sua mãe e três mensagens do seu irmão perguntando onde ela estava e o que estava acontecendo pelo tempo que ela não mandava mensagem.
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