O dia da viagem havia chegado e por mais incômodo que parecia, os três adultos estavam bem juntos. Pelo menos até se encontrarem no aeroporto e verem seus assentos. As duas mulheres estavam juntas na executiva, enquanto Stefan estava na econômica.
-Desculpa, era o que dava para pagar com o dinheiro que estou recebendo.- Stefan falou baixinho para sua namorada.
-Tudo bem, você indo era o que importa. Mas poderia ter falado comigo.
-E ficar com mais dívida com você? Não, obrigada! Eu já vou ter que pagar os ternos caros que você comprou para mim para usar nos eventos.
-Fica tranquilo, ninguém sabe disso. - ela deu um empurrão de leve em seu namorado. Enquanto isso do outro lado estava uma Alice com um blazer marrom, sua bolsa e falando ao telefone.
-E ali está nossa anti-h*****a. -Stefan comentou - A gente gosta ou não dela? Eu ainda não entendi essa relação com ela.
-Fica ao seu critério.
-Mas você não gosta por causa da sua família. É uma rixa de negócios.- ao terminar de falar a mulher chegou junto deles.
-Temos um pequeno problema com nosso hotel. - Alice chegou falando -Parece que seu parceiro alugou apenas um quarto.
-O que? - Manuela ficou surpresa- O Dalio não fez isso! - ela bufou e cruzou os braços.
-Pelo menos tem duas camas. Ou você pode ficar no hotel com seu namorado, não alugaram um quarto juntos?- houve um momento de silêncio e Manuela percebeu que não havia pensado nisso e era um erro.
-Na verdade, pensamos que seria de m*l tom já que não é uma viagem de casal e sim de negócios. - Stefan tomou a frente. -Mas não se preocupe, passaremos o final de semana na casa da minha família. Você pode aproveitar do jeito que quiser. - a mulher sentiu sua mão entrelaçar com a do homem mais forte ao seu lado e ela sentiu alívio.
-Ótimo, então não teremos problemas. - a ruiva falou em frente ao casal.
Após quase 13 horas de viagem, os três chegaram no hotel pela manhã para fazer o check in e foram direto para o buffet de café da manhã. Por incrível que pareça o clima entre os três ainda estava bom, Stefan tentava falar de assuntos globais para que as duas não entrassem em conflito.
-Que tal descansar um pouco e mais tarde eu volto aqui para te mostrar a cidade? -Stefan comentou abraçando sua namorada de lado.
-Acho uma ótima ideia, temos um tempo até o evento.
-O evento é à noite, são duas noites e vocês ainda querem passear?
-Porque você não vai subindo e te encontro no quarto? Deixa a gente em paz um pouco vai. - Manuela falou para a mulher na frente deles, a mesma revirou os olhos e realmente fez o que sua rival disse.
-Vocês parecem duas meninas adolescentes brigando. - Stefan riu e eles ficaram frente a frente. - Por favor, não se matem. Vocês vão ficar no mesmo quarto. Pega leve.
-Mas eu pego, você vê que é ela que não me dá um minuto de paz?
-Tá tudo bem, vem cá. - ele a puxou e eles se abraçaram. -Te encontro mais tarde. - ele deu um beijo na cabeça dela.
-Stefan, estamos em público. E todos devem saber que somos um casal, então me trata direito. - Manuela pediu chegando mais perto dele.
-Eu vivi por esse momento, me pede um beijo, Sra. Cesarini. - ele falou com todo seu charme e ego possível que teria no momento apenas para irritar a namorada.
-i****a! - com uma mão ela puxou ele pela bochecha e deu um selinho nele. -Te vejo depois! - ela deu as costas, puxou sua mala e entrou no elevador. Ao entrar no quarto que dividia com Alice, não encontrou a menina ali e imaginou que ela estivesse no banheiro. Arrumou suas coisas em cima da cama que ficaria e ao olhar pela janela percebeu que elas tinham uma vista privilegiada de Neustadt.
-Lindo não é?- Alice falou atrás da mulher a fazendo pular de susto.
-Que susto, Alice! - ela reclamou - Mas é sim, uma vista linda. Pelo menos nisso o Dalio acertou.
-Fica tranquila, eu não vou te perturbar. Vamos fingir que nem estamos no mesmo recinto, o quarto é enorme, podemos ficar cada uma em um lado. - a mulher fez desdém, o que incomodava a Cesarini.
-Também não é como se fomos invisíveis. - a mulher saiu da janela e voltou o olho para sua mala. - Podemos nos tratar civilizadamente.
-Eu prefiro nos tratar civilizadamente apenas no evento. Pode me dar a lista?- a Cesarini pegou um papel em sua bolsa e a entregou. -Obrigada! - ela pegou dando um sorriso de lado.-Pode ir tomar um banho, a água é ótima! - a mulher sentou em sua cama vestida com um roupão branco que estava desde quando saiu do banheiro. Abriu a lista e a partir de então, as duas não trocaram mais palavras.
No final da tarde, as duas saíram do quarto para conhecer um pouco de Neustadt, a cidade à qual elas estavam. Stefan encontrou com Manuela na porta do hotel, ele se ofereceu para levá-la também, mas a mesma negou dizendo que não queria atrapalhar o casal. Então eles
conheceram um pouco daquela cidade, Stefan a levou nos melhores lugares e acabou virando um roteiro romântico.Os dois tiraram fotos e Manuela até postou nas redes sociais.
-Olha, se eu não tivesse te conhecido numa situação de golpista, a gente até que daria certo juntos sabia. - Manuela falou enquanto eles andavam em uma das ruas movimentadas comendo Bretzel e falando o quanto era incrível aquele lugar.
-Eu acho que nós damos certo, sem contrato! - Stefan estava com uma boina verde musgo combinando com seu sobretudo verde também. - ele chegou junto dela.
-Nem vem, eu não confio em você. - ela o despistou e saiu andando na frente.
-Eu também não confio em você e nem tenho para onde ir. Em qualquer lugar, você me acha.
-Talvez sim! Nosso plano está indo muito bem, quem sabe a gente não renove o contrato.
-Quem sabe a gente não precise mais de contrato? - novamente ela se chegou nele.
-Você está apaixonado por mim? -os dois riram - Eu me lembro que no começo do nosso contrato você quem estava com medo de se apaixonar por mim.
-Não disse que estava apaixonado, que graça tem eu ser seu namorado e nem poder beijar. Posso ficar com outras garotas pelo menos ?
-Você fazendo direitinho, não vejo problemas.
-E com você? Não pode! - ele puxou ela mais pra perto e dessa vez ela cedeu. -Porque você não se deixa permitir? Estamos na Alemanha!
-Eu tenho um contrato com você.
-Aqui ninguém te conhece, ninguém nos conhece. Porque não se deixar levar?- a mão dele foi até seu rosto- Esquece contrato, esquece empresa, esquece seus pais. - ele sentiu a respiração acelerada da mulher a sua frente e logo tomou iniciativa de beijá-la. Um beijo calmo que durou alguns segundos.
-É, eu acho que temos que ir embora! - a mulher atrapalhou o beijo. -Tenho que me arrumar para o evento e você também.
-Tudo bem! - ele deu o braço para ela segurar e eles foram andando em direção ao hotel. Deram um selinho ao se despedirem e a garota subiu até seu quarto. Ao entrar ela percebeu uma movimentação no banheiro, provavelmente Alice já estava se arrumando.
-Nossa, você está linda! - ela falou assim que viu sua rival sair do banheiro com um vestido vermelho em um decote em V, destacando o colo de maneira sofisticada, e alças finas com alguns detalhes brilhosos.
-Que susto, Manuela! - a mulher falou assim que percebeu a presença dela. -Mas, obrigada!
-Eu vou me trocar, vamos juntas?
-Não, eu te encontro lá! Não quero sair em nenhum jornal como acompanhante de casal. - ela deu de ombros. - Estou levando alguns vinhos, por favor, leve os outros.
-Tudo bem! - a mulher concordou e entrou no banheiro.
O evento era um ambiente elegante.Alice foi para sua sessão de degustação onde especialistas, provam e avaliam cada vinho com um olhar crítico, baseados em critérios rigorosos de qualidade. Esses momentos são muitas vezes acompanhados por aplausos suaves e murmúrios de apreciação. Enquanto Manuela ao chegar com Stefan, fez questão de mandá-lo ir fazer networking enquanto as duas ficavam no stand.
-Você fica linda de preto! - Alice falou baixinho no ouvido de sua companheira.
-Não começa, Alice! Por favor! Você vai degustar os outros vinhos?
-Podemos reservar, o que acha? o que acha?- a mulher idealizou.
-Acho que é a única coisa sensata que você falou até agora. - elas trocaram sorrisos irônicos.
Os vinhos eram de alta qualidade, era uma experiência enriquecedora para quem ama o mundo dos vinhos e uma chance única de explorar, aprender e apreciar a diversidade e a excelência dos vinhos globais. As duas foram clicadas juntas mostrando o vinho Cesarini que foi muito elogiado pela maioria que os tomaram. No outro dia seria apenas workshops e palestras, então elas não precisavam estar juntas e Manuela estava agradecendo por isso.
-O quanto de vinho você tomou? - Alice perguntou enquanto subia no elevador com Manuela.
-Porque você está perguntando isso? - Manuela perguntou á ruiva.
-Estamos sozinhas há mais ou menos trinta minutos e você não me atacou e nem me xingou, e está sorrindo mais que o normal. E claramente, não é para mim.
-Se você estivesse ficado calada, eu ainda iria está sorrindo para o nada. - nesse momento as duas ficaram em silêncio e entraram no quarto assim.
-Você vai primeiro? - as duas perguntaram ao mesmo tempo e logo depois riram.
-Pode ir primeiro, acho que você precisa mais. - a ruiva falou simpática.
-Como você está tão sóbria mesmo com todas as degustações? - Manuela perguntou tirando seus sapatos e indo tirar seu vestido ali mesmo.
-É que ao contrário de você, eu não bebo apenas em eventos corporativos. Quer ajuda ai?
-Acho que sim! Só me ajuda com o zíper do vestido. - a mulher foi até junto dela e a ajudou com o vestido, o retirando e caindo por completo a deixando apenas de lingerie. -Sem segundas intenções, Alice. Por favor!
-Mas eu nem fiz nada, apenas te ajudei como pediu. - a mulher deu um passo para trás.
-Eu posso sentir seu olhar sob meu corpo. - ela se virou. -Alterada ou não, eu ainda sei distinguir olhares e cantadas.
-Eu ainda nem comecei! - ela sentou na sua cama -Mas poderia, se você continuar dessa forma na minha frente. Vocabulário não me falta! - no mesmo instante ela colocou seu roupão. Alice tirou seu vestido ali mesmo na frente da garota. -Vai tomar banho ou vai ficar me olhando?
-Olha que a vista nem tá r**m. - Manuela provocou sorrindo de lado.
-Não me provoca, Manuela! - as duas chegaram mais próxima. -Anda, vai pro banho! - gentilmente ela a empurrou em direção ao banheiro e esperou tranquilamente sua vez.
Após um banho e um café que Alice pediu, cada uma estava em sua cama e trocavam palavras sobre o evento.
-O Stefan conseguiu alguns cartões para nós. Podemos ligar para algum deles e marcar uma reunião enquanto ainda estamos aqui.
-Bom, eu não vou ficar aqui. Mas fique à vontade para marcar uma reunião.
-Não vai ficar nem se for por negócios?
-Só fico se você pedir. O Dalio só nos deu dois dias, se você me fizer ficar, ficamos até uma semana se preciso. - ela colocou a xícara de lado e sentou na cama à sua frente.
-Você não perde a oportunidade.- a mulher também soltou sua xícara.
-E você não perde a sanidade, nem por um minuto.
-Ah eu perco sim! - ela soltou baixinho.
-O que? Você perdeu alguma vez? Quando?
-Quando eu fiquei com você na faculdade e quando nos beijamos no meu escritório.
-Então eu faço você perder a sanidade? - a voz já havia mudado e como uma boa sedutora, Alice estava mais próxima de sua pretendente.
-É,um pouco disso! - Manuela já não tinha força em sua voz, ela apenas olhava para os lábios vermelhos a sua frente.
-Vai me pedir para ficar? - ela sussurrou bem perto da boca da morena.
-Não! - ela respondeu com desdém -Eu posso cuidar de tudo sozinha.- as duas riram de lado.
-Sempre com uma resposta negativa.
-E você sempre com uma entrada.- ela agarrou com as duas mãos em seu rosto. -Mas eu não vou cair nessa.
-Que pena, eu estava louca para poder beijar sua boca, desde quando vi você chegando naquele evento. - as palavras eram trocadas com sua boca ainda sendo pressionada pela mão da Cesarini. Agora a mão da Laurent foi parar na coxa da mais velha. -E você também quer, para quer negar? - ela apertou a coxa. -Solta minha boca ou me beija. - houve um momento de silêncio e em um impulso Manuela beijou a boca de Manuela, talvez em sua mente era algo que ela queria a muito tempo, pois era acelerado e com muita vontade. Em um movimento Alice colocou Manuela em seu colo segurando forte sua cintura. O beijo seguia firme e a morena colocou uma das mãos entre os cabelos da ruiva, o que a fazia gemer e apertar mais forte sua perna. Manuela começou a rebolar em cima da mulher que aos poucos foi colocando a mão dentro da i********e da mais nova.-Se você quiser parar, agora é o momento. - a voz de Alice era arrastada, mas conseguiu falar enquanto Manuela beijava seu pescoço e se esfregava mais forte na mulher na qual estava sentada.
-Não quero, continua! - ela tomou a boca dela num beijo novamente para continuarem a fazerem o s**o que por tanto haviam esperado. Após estarem completamente sem roupa, Alice estava por cima de Manuela, chupando seus s***s enquanto sua outra mão estava estimulando seu c******s rapidamente. Os gemidos de Manuela eram abafados pelo lençol que ela estava mordendo para não fazer zuada no quarto do hotel, dessa forma nenhuma das duas percebeu o celular de Manuela tocando, totalizando cinco ligações perdidas de sua mãe e três mensagens do seu irmão perguntando onde ela estava e o que estava acontecendo pelo tempo que ela não mandava mensagem.