A procura

1229 Words
O dia do evento havia chegado. Manuela e Matteo estavam prontos na sala esperando pelo pai deles. No começo Victor relutou sobre a ida com os filhos, porém, Helena plantou todo um pensamento ao longo da semana. -Por que o papai tá demorando tanto? Não era pra ser você quem deveria demorar? -Calma Matt, o papai já deve estar descendo. - Manuela estava atenta ao seu telefone. -Eu quero me divertir! -Você sabe que é um evento de negócios né?! -Eu sei! Mas ver a cara daqueles babacas tentando dar em cima de você, é minha diversão. Eu posso ser o irmão possessivo ou o irmão cuidadoso? -Você pode ser você.Já é bastante inconveniente quando quer.- a irmã sorriu de lado. Antes do irmão responder, o pai descendo as escadas chamou a atenção deles. -Ótimo, podemos ir! - a mulher levantou da poltrona, revelando seu elegante e longo vestido preto de alças com pedrarias. O motorista já estava esperando fazia um tempo.Então eles foram em direção ao evento o caminho todo calados. -Por favor, se comportem! - o pai falou para os dois assim que chegaram na porta do local. -Pode deixar! - os dois responderam ao mesmo tempo. Matteo ofereceu seu braço, sua irmã entrelaçou e eles foram para o lado contrário do seu pai. Os irmãos andaram um pouco pelo salão e logo Manuela foi parada. -Srta. Caserini! Matteo! - o homem loiro cumprimentou os dois. -Olá Alex! - Manuela cumprimentou o empresário a sua frente. -Poderia me acompanhar até o bar? Eu gostaria de falar um pouco com a senhorita. - Matteo olhou para a irmã como se estivesse perguntando e ela afirmou com a cabeça. -Bom, eu vou dar uma volta. Qualquer coisa, pode me chamar. Com licença, Alex! - Matteo saiu de perto e eles foram em direção a um pequeno bar que tinha ali no salão. Ele pegou uma taça de champanhe para os dois. Alex engatou uma conversa e no fundo Manuela nem estava querendo escutar. Enquanto isso, Victor por meio de seus clientes, conhecia outros potenciais clientes. Matteo estava apenas observando algumas pessoas. O garoto que estava de terno, não parecia ter apenas 16 anos. Seus ombros eram largos e sua cara já não era de menino novo. -Você é de qual família aqui? - uma voz ecoou por trás do garoto e ao se virar ele viu uma bela mulher. Ela parecia ser jovem, estava com um vestido azul escuro curto, um pouco decotado. Cabelos longos loiros, olhos claros e pele totalmente branca. -Me diz você primeiro. - o garoto sorriu de lado olhando para a mulher. -Giovanna! Família Fonezi. -Ah, sua família não é da máfia? - a menina revirou os olhos e tomou um gole de sua bebida. -Bom, não posso apagar o nome da minha família não é? Temos um legado! -Então, você quer dizer que não é mafiosa? -Não sou! Você é quem mesmo? -Matteo. Matteo Cesarini. -Claro que é. Você é a cara da sua irmã, sabia que era familiar. -Então conhece minha família? -Amo o vinho de vocês. - a menina riu. -Me parece que você está sozinha, posso te fazer companhia? - o menino apontou para o bar logo atrás deles. -Claro, qualquer coisa para ficar longe dos negócios. - ele estendeu os braços e seguiram a caminho do bar. Os dois começaram a conversar e se conhecer bastante. Enquanto a menina tomava alguns drinks, Matteo estava tomando vodca com soda. Nesses eventos, ninguém pedia identidade e o garoto se passava muito bem por um empresário, aliás, ele era um. No outro lado do salão, finalmente Manuela conseguiu se distanciar de Alex e agora estava sentada na mesa de jantar, em poucos minutos o anfitrião começaria a falar. Ela não sabia quem eram aquelas pessoas ao seu lado, mas sabia a sua frente. Era uma grande mesa onde investidores e parceiros ocupavam aquelas cadeiras. -Com licença, posso me sentar aqui? - um homem branco, alto, cabelos cortados como se fosse um servente do exército e um sorriso muito simpático falou com Manuela. -Claro! - ela sorriu de volta. O homem estava com um copo em uma das mãos, provavelmente whisky. -Posso saber porque está sozinha? - ele perguntou a ela, porém ainda olhava para frente. -Não estou, meu pai está pelo salão buscando investidores. -Ah, então temos algo em comum. - agora o homem olhou para sua cara e ela pode perceber seus olhos castanhos claros. -Família de investidores. - ele deu um brinde no ar e tomou um gole de sua bebida. -De qual família você pertence? -Kotch! Sou o Stefan Kotch. Nós somos o banco mais procurado na cidade. -É, eu sei quem são os Kotchs. E não, você não é um deles! - A troca de olhares entre os dois foi perseverante. -Por que você diz isso? - o sorriso que ele estava no rosto não sabia ao certo o que significava. -Eu conheço os Kotchs. E você não é um deles. - Manuela sorriu de lado e levantou uma de suas sobrancelhas. -Então, quem você é? - a voz do dono do evento tomou conta do lugar o que chamou atenção de Manuela, fazendo ela virar o rosto em direção a voz. -Então? - ao se virar novamente, o homem não estava mais ao seu lado. Ela ainda tentou o procurar, mas não obteve sucesso. Todos começaram a sentar aos poucos e agora todas as mesas estavam cheias. O jantar ia começar a ser servido e foi aí que Matteo apareceu na sua frente, eles trocaram olhares rápidos e logo então os diálogos começaram nas mesas. Uma hora depois e todos estavam andando pela sala de novo, dessa vez alguns estavam indo embora e outros ainda conversavam pelo bar. Matteo foi novamente atrás de sua nova amiga, enquanto Manuela estava indo em direção ao bar. -Olá impostor! - a mulher chamou atenção do homem que estava conversando com outro homem. Os dois estavam sentados. Ela sorriu ao ver que sua feição era de espanto. -Ora querida, não fale desse jeito. O que o Sr. Ferrer irá pensar? - o homem levantou e puxou Manuela pela cintura. -Perdão Sr. Ferrer! Sou a Manoela Cesarini. - a morena estendeu a mão para o homem à sua frente. Ele apertou a mão da mulher e se levantou. -Um prazer conhecer você, Srta. Cesarini. Ouvi falar muito de sua família. Bom, eu vou deixar vocês à vontade. Foi um prazer Stefan! - eles apertaram as mãos. -Me ligue qualquer dia desses, podemos conversar sobre negócios. - o homem estendeu um cartão e entregou nas mãos de Stefan. Ao sair do campo de vista, Manuela se soltou e ficou na frente dele. -Quem é você e o que você quer? - ela perguntou olhando diretamente para ele. -Eu te falei meu nome. -Você mentiu, é diferente. Anda, como você se chama? -Stefan! - ele deu um pequeno sorriso de lado. -Será mesmo? Eu acho melhor você me falar ou eu vou chamar os seguranças. -Não é necessário, estou me retirando. Até a próxima, Manuela. - Stefan tomou sua bebida e saiu da vista de Manuela. A mulher decidiu ir atrás dele, porém no meio do caminho foi resgatada pelo seu irmão dizendo que era hora de irem embora. Por mais que ela quisesse saber quem realmente era Stefan, não era naquela noite que descobriria.
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