Capítulo VI - Confuso

1067 Words
Zilena começou a sua semana de trabalho e soube que teria a sua primeira viagem de trabalho já na sexta-feira. Como ainda não tinha feito a mudança ficou e foi ter com Damon. - Damon!? Posso entrar? - Entre Zilena. Algum problema? - Não exactamente. Eu soube da nossa viagem na sexta-feira e estou pronta, mas estou preocupada porque ainda não fiz a mudança e seria no final de semana. - Entendo. Como amanhã será quarta - feira, eu darei a você o dia livre. O pessoal já está orientado para te ajudar. Tens muita coisa para levar? - Na verdade não. Mas, eu vou deixar a maior parte das coisas em casa dos meus pais. - Tudo bem. Cuide disso amanhã. E também já podes receber o pessoal que vai trabalhar na tua casa. São a Senhora Lurdes como Governanta, Rosa a Cozinheira e Lupita que vai cuidar do resto. Elas saberão exactamente o que fazer. - Muito Obrigada Damon. E preciso lembrar a você que a Senhora Linda ligou para confirmar o vosso almoço no sábado. - Caramba! Esqueci de dizer a ela que temos a viagem. Por favor ligue e marque para quinta - feira. Fale que a viagem não pode mais ser adiada. - Tudo bem. Licença. Zilena fazia o seu trabalho com dedicação e eficiência. Até ao momento Damon não tinha razões para reclamar do trabalho dela. Além de ser muito eficiente, Zilena também era discreta demais, e Damon soube que ela nunca falava sobre o seu trabalho quando estava no seu horário de almoço com os colegas. - Licença Damon...- Ela voltou a entrar. - Entre Zilena. - A Senhora Sónia Salvatore está aqui. Damon ficou aborrecido mas forçou um sorriso. - Obrigado Zilena. Mande ela entrar por favor. E daqui a meia - hora venha me chamar e diz que temos uma saída urgente está bem? - Claro que sim. Sónia entrou e nem sequer agradeceu para Zilena. Ela já sabia que era a mãe de Damon, mas não a imaginou tão arrogante. - Mamãe! Parece que hoje a Senhora deixou a boa educação em casa. - Olá querido. O que te fez dizer isso? - A forma como a Senhora ignorou a Zilena. Ela é minha assistente. Não custava nada agradecer. - Me desculpe filho. A moça não tem culpa de nada. - É a ela que a Senhora deve pedir desculpas. - Farei isso. Podes me ouvir por favor? - Claro mamãe. Fale. - Filho! Eu senti a tua falta e do teu irmão no jantar de ontem. - A senhora sabe muito bem porque não fomos Mamãe. - Sim eu sei. Pedi à Linda que falasse com vocês. - Falaremos com ela. Mas não no final de semana. Temos uma viagem marcada para sexta-feira. - Entendo. Querido eu ainda sinto as consequências do que fiz com o teu irmão. Mas, estar tanto tempo sem ver ou falar com vocês me magoa. - Eu sinto muito por isso Mamãe. Mas, já que a Senhora está aqui já pode saber que eu terminei com a Maria Paula. - Como!? - Isso mesmo. Eu me livrei do encosto que ela representava na minha vida. - Mas filho ela.. - Nem comece Mamãe. Nem comece. Eu nunca amei a Maria Paula e nem tinha a intenção de casar com ela. - Mas ela é uma boa moça? - A sério Mamãe? Acha mesmo que ser boa moça é razão para um casamento infeliz? Mamãe! Mesmo que ela dissesse estar grávida eu não me casaria com ela. E estou a dizer isso para encerrar o assunto. Se a Senhora quer mesmo que tudo fique bem, não tente me obrigar a fazer as pazes com ela. Fui claro Mamãe? - Muito Claro filho. Não me vou intrometer. - Assim espero Mamãe. Assim espero. Zilena bateu na porta e entrou. - Licença Senhor Damon. Está na hora do encontro com o Senhor Silva. Eles já estão no restaurante. - Obrigado Zilena. Por favor pegue as pastas que vamos levar está bem? Vamos sair em 5 minutos. - Sim Senhor. Licença. - Espera Menina....- Sónia a chamou e Zilena entrou novamente. - Pois não Senhora Salvatore? - Qual é o seu nome? - Zilena Sandoval Senhora. - Sandoval? O Chefe de Cozinha Sandoval é o seu pai? - Sim Senhora. É ele mesmo. - Muito bem. Eu aprecio muito a comida dele. Diga - lhe isso por favor. - Claro que sim Senhora Soyer. Muito Obrigada. - Certo. Eu quero te pedir desculpas. Estava muito chateada quando cheguei aqui e nem sequer a cumprimentei. - Está tudo bem Senhora Salvatore. Eu entendo. - Muito Obrigada. Bem! Deixarei vocês saírem. Até mais filho. Zilena fique bem. - Até mais Mamãe. - Obrigada Senhora Salvatore. Eu a acompanho até ao elevador. - Obrigada. Zilena voltou algum tempo depois e viu Damon Salvatore preocupado. - Está tudo bem Damon? - Não sei Zilena. A minha mãe não costuma ceder com tanta facilidade. Sei que vai aprontar alguma coisa. - Não confias nela? - Sinceramente já não sei. Ela nunca foi uma mãe muito carinhosa ou presente, e agora tentar ganhar o controle da nossa vida, mas nós não deixamos isso acontecer. - Não deve ser nada fácil. - Não é mesmo. Bem! Está na hora do almoço. Fazes - me companhia? O Dean e a Rita vão ter connosco. - Está bem. Vou pegar a minha bolsa. Damon percebeu que ao contrário das outras mulheres da empresa, Zilena o respeitava e ao seu lado agia apenas como a profissional que era. Ela nunca tentou dar a entender que o achava um homem interessante nem fazia insinuações. Damon gostava disso. Zilena não era deslumbrada como as outras que quase pulam diariamente no pescoço dele. Ela o via apenas como o seu Chefe, e mesmo que o achasse bonito ou atraente, era discreta o suficiente para não dar nenhum sinal disso. Mas, Damon começou a perceber que este lado de Zilena era o que ele mais gostava. Ela não era uma mulher qualquer. Gostaria de a conhecer melhor fora da empresa, mas teria que agir com cautela. Zilena o fazia sorrir e querer desabafar. Nunca sentiu essa necessidade com Maria Paula. Qual será a razão de sentir - se tão bem perto de Zilena mesmo a conhecendo tão pouco? Será este o sinal para indicar o começo de alguma coisa?
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