Zilena começou a sua semana de trabalho e soube que teria a sua primeira viagem de trabalho já na sexta-feira.
Como ainda não tinha feito a mudança ficou e foi ter com Damon.
- Damon!? Posso entrar?
- Entre Zilena. Algum problema?
- Não exactamente. Eu soube da nossa viagem na sexta-feira e estou pronta, mas estou preocupada porque ainda não fiz a mudança e seria no final de semana.
- Entendo. Como amanhã será quarta - feira, eu darei a você o dia livre. O pessoal já está orientado para te ajudar.
Tens muita coisa para levar?
- Na verdade não. Mas, eu vou deixar a maior parte das coisas em casa dos meus pais.
- Tudo bem. Cuide disso amanhã.
E também já podes receber o pessoal que vai trabalhar na tua casa. São a Senhora Lurdes como Governanta, Rosa a Cozinheira e Lupita que vai cuidar do resto.
Elas saberão exactamente o que fazer.
- Muito Obrigada Damon.
E preciso lembrar a você que a Senhora Linda ligou para confirmar o vosso almoço no sábado.
- Caramba! Esqueci de dizer a ela que temos a viagem.
Por favor ligue e marque para quinta - feira. Fale que a viagem não pode mais ser adiada.
- Tudo bem. Licença.
Zilena fazia o seu trabalho com dedicação e eficiência. Até ao momento Damon não tinha razões para reclamar do trabalho dela.
Além de ser muito eficiente, Zilena também era discreta demais, e Damon soube que ela nunca falava sobre o seu trabalho quando estava no seu horário de almoço com os colegas.
- Licença Damon...- Ela voltou a entrar.
- Entre Zilena.
- A Senhora Sónia Salvatore está aqui.
Damon ficou aborrecido mas forçou um sorriso.
- Obrigado Zilena. Mande ela entrar por favor.
E daqui a meia - hora venha me chamar e diz que temos uma saída urgente está bem?
- Claro que sim.
Sónia entrou e nem sequer agradeceu para Zilena.
Ela já sabia que era a mãe de Damon, mas não a imaginou tão arrogante.
- Mamãe! Parece que hoje a Senhora deixou a boa educação em casa.
- Olá querido. O que te fez dizer isso?
- A forma como a Senhora ignorou a Zilena. Ela é minha assistente. Não custava nada agradecer.
- Me desculpe filho. A moça não tem culpa de nada.
- É a ela que a Senhora deve pedir desculpas.
- Farei isso. Podes me ouvir por favor?
- Claro mamãe. Fale.
- Filho! Eu senti a tua falta e do teu irmão no jantar de ontem.
- A senhora sabe muito bem porque não fomos Mamãe.
- Sim eu sei. Pedi à Linda que falasse com vocês.
- Falaremos com ela. Mas não no final de semana. Temos uma viagem marcada para sexta-feira.
- Entendo. Querido eu ainda sinto as consequências do que fiz com o teu irmão. Mas, estar tanto tempo sem ver ou falar com vocês me magoa.
- Eu sinto muito por isso Mamãe.
Mas, já que a Senhora está aqui já pode saber que eu terminei com a Maria Paula.
- Como!?
- Isso mesmo. Eu me livrei do encosto que ela representava na minha vida.
- Mas filho ela..
- Nem comece Mamãe.
Nem comece. Eu nunca amei a Maria Paula e nem tinha a intenção de casar com ela.
- Mas ela é uma boa moça?
- A sério Mamãe? Acha mesmo que ser boa moça é razão para um casamento infeliz?
Mamãe! Mesmo que ela dissesse estar grávida eu não me casaria com ela. E estou a dizer isso para encerrar o assunto. Se a Senhora quer mesmo que tudo fique bem, não tente me obrigar a fazer as pazes com ela. Fui claro Mamãe?
- Muito Claro filho. Não me vou intrometer.
- Assim espero Mamãe.
Assim espero.
Zilena bateu na porta e entrou.
- Licença Senhor Damon.
Está na hora do encontro com o Senhor Silva. Eles já estão no restaurante.
- Obrigado Zilena. Por favor pegue as pastas que vamos levar está bem? Vamos sair em 5 minutos.
- Sim Senhor. Licença.
- Espera Menina....- Sónia a chamou e Zilena entrou novamente.
- Pois não Senhora Salvatore?
- Qual é o seu nome?
- Zilena Sandoval Senhora.
- Sandoval? O Chefe de Cozinha Sandoval é o seu pai?
- Sim Senhora. É ele mesmo.
- Muito bem. Eu aprecio muito a comida dele. Diga - lhe isso por favor.
- Claro que sim Senhora Soyer.
Muito Obrigada.
- Certo. Eu quero te pedir desculpas. Estava muito chateada quando cheguei aqui e nem sequer a cumprimentei.
- Está tudo bem Senhora Salvatore. Eu entendo.
- Muito Obrigada. Bem! Deixarei vocês saírem. Até mais filho.
Zilena fique bem.
- Até mais Mamãe.
- Obrigada Senhora Salvatore. Eu a acompanho até ao elevador.
- Obrigada.
Zilena voltou algum tempo depois e viu Damon Salvatore preocupado.
- Está tudo bem Damon?
- Não sei Zilena. A minha mãe não costuma ceder com tanta facilidade. Sei que vai aprontar alguma coisa.
- Não confias nela?
- Sinceramente já não sei.
Ela nunca foi uma mãe muito carinhosa ou presente, e agora tentar ganhar o controle da nossa vida, mas nós não deixamos isso acontecer.
- Não deve ser nada fácil.
- Não é mesmo. Bem! Está na hora do almoço. Fazes - me companhia? O Dean e a Rita vão ter connosco.
- Está bem. Vou pegar a minha bolsa.
Damon percebeu que ao contrário das outras mulheres da empresa, Zilena o respeitava e ao seu lado agia apenas como a profissional que era.
Ela nunca tentou dar a entender que o achava um homem interessante nem fazia insinuações.
Damon gostava disso. Zilena não era deslumbrada como as outras que quase pulam diariamente no pescoço dele.
Ela o via apenas como o seu Chefe, e mesmo que o achasse bonito ou atraente, era discreta o suficiente para não dar nenhum sinal disso.
Mas, Damon começou a perceber que este lado de Zilena era o que ele mais gostava. Ela não era uma mulher qualquer.
Gostaria de a conhecer melhor fora da empresa, mas teria que agir com cautela.
Zilena o fazia sorrir e querer desabafar. Nunca sentiu essa necessidade com Maria Paula.
Qual será a razão de sentir - se tão bem perto de Zilena mesmo a conhecendo tão pouco?
Será este o sinal para indicar o começo de alguma coisa?