Não fala assim

4186 Words
Sentada sobre o balcão, o ruivo me puxou mais para ele e se acomodou entre as minhas pernas. Um pouco inclinado, me beijava apertando o meu corpo contra o seu. Estava e******o quando falou baixo olhando para mim. _ Outra coisa que devo confessar é que eu quero muito fazer amor com você, desde a primeira vez que te vi. _ Por que não fizemos? _ Porque eu queria que fosse especial, que você sentisse amor por mim também. _ Vamos dissolver o contrato? _ sorri e mordi o lábio inferior. _ Continuamos essa conversa em casa. _ se inclinou sobre o balcão e pegou algo de trás dele, era uma faca no estilo militar com fio de corte duplo na ponta e dentada na base oposta a parte cortante. _ Será que com o seu conhecimento em luta, você consegue me cortar com isso. Neguei assustada. Ele colocou a faca na minha mão e se afastou tirando a camisa. Gargalhou alto _ Você não se garante, virgemzinha? _ provocou. Acertou em cheio, ser virgem ainda, me incomodava muito. Fui pra cima dele com tudo. Queria lhe fazer um arranhão. Só um toque da lâmina na sua pele já tiraria ir seu ar arrogante. Ele segurou o meu pulso com a arma e girou o meu corpo, fazendo com que eu ficasse de costas para ele, segurou a faca por cima da minha mão, encostou a parte contrária da lâmina em minha garganta e beijou a minha nuca suavemente, segurando a minha cintura com a mão livre. Olhei para ele por sobre o meu ombro. _ Tenta de novo. Nos afastamos. Avancei para ele que só se esquivou dos meus ataques. Usamos todo o espaço do andar, eu nem cheguei perto. Quando achei que nunca conseguiria, suada e cansada, ele se pôs contra a cabine anti-bombas. O prendi com um golpe e quando pensei que finalmente consegui. Ele segurou o meu pulso com a mão livre e apertou, me fazendo soltar a faca. Sem querer desistir, nem parecer fraca. Golpiei a lateral do seu abdômen com a mão que ele soltou quando larguei a faca, e girei o corpo, desferindo outros golpes contra o seu tórax. Ele me acertou na lombar com a palma da mão, me jogando para longe dele. Fiquei de frente para ele. _ Ai! _ queixou-se. Voltei a ataca-lo e ele desviou, me agarrou e prendeu contra cabine de vidro, imobilizada. Percorreu o meu rosto com o olhar. _ Você fica muito linda brava. Eu ainda tentava me soltar, quando ele fez o movimento para os meus lábios, devagar. Beijou devagar, mas com paixão. Aquilo me desarmou totalmente e eu retribuo. Ele me segurou em seu colo continuando o beijo por mais um tempo. _ Vamos almoçar? _ Nem testei minha arma _ protestei. _ Já voltamos. O restaurante fica no andar menos um. Você pode cozinhar para nós. O seu macarrão com queijo tem um gosto bom. _ Você provou as sobras da minha geladeira? _ Não resisti _ me pôs sobre minhas pernas e esperou eu me equilibrar antes de se afastar. _ Que coragem! Subimos para o andar menos um e eu fiz macarrão com queijo para nós. Testei minha arma no alvo balístico. Foi impressionante o estrago que a bala fez no manequim. Era como se uma mini granada explodisse dentro da região atingida. O Thomas me mostrou a sua arma, era como a minha, mas um pouco maior. Voltamos para casa a tardezinha. Acabamos perdendo a noção do tempo ali dentro. _ Preciso de um banho. Ouvi dizer quando se livrou da arma, relógio e celular. _ Posso ir com você? O seu olhar parou no meu rosto com um tom grave _ Não sei se é uma boa idéia. Você fica irresistível no chuveiro. Sorri malícia. Continuou _ De jeito nenhum. _ se apressou para dentro do banheiro, mas voltou até a porta e me disse para entrar com um gesto de cabeça e um sorriso. Nos ensaboamos, e depois do enxague entre beijos e suas mãos pelas partes mais salientes do meu corpo, o Thomas me apoiou de costas na parede e fez um delicioso sexo oral em mim. Eu estava mais do que quente quando a sua boca veio para minha. _ Me fode _ pedi entre os beijos. _ Não fala assim _ pediu. _ Me ama, Thomas Dream _ tentei de novo. Sorriu _ Se você se casar comigo. Parei de respirar e arregalei os olhos. Eu ouvi mesmo isso?! _ Sim _ respondi ofegante _ Claro que sim. Ele riu feliz com a resposta. A noite, ele relaxava deitado na cama ouvindo música no escuro, quando eu entrei e liguei um abajur. Olhou para mim sem dizer nada. Tirei minha camisa, ficando nua da cintura para cima e subi na cama, indo para o meio das pernas dele. Percebeu onde eu chegaria e ofegou antecipação. Estava totalmente ereto quando eu movi sua calça e peça íntima. Corri a língua pela sua ereção e abocanhando a ponta girei a língua ao redor da glande e deslizei pela minha boca em vai e vem. Ouvi ele respirar alto lentamente, ficou ofegante e atento sobre mim. Voltei a glande e a sequência de vai e vem algumas vezes e ele gozou em minha boca. O ruivo me puxou por cima do seu corpo e me beijou. _ Você é muita tentação para mim, Alana. Eu me rendo. _ O que? _ Vamos fazer amor. _ Agora? _ Não. Você vai até um médico vai começar a usar anticoncepcional. Não queremos surpresas, não é mesmo? Sorri contente mesmo que tivesse de esperar. Na semana seguinte, o meu trabalho se resumiu a uma demorada sessão de fotos para as revistas e o marketing da nova linha de produtos Dreams. Como todas as modelos eu ganhei a linha completa e as roupas que usei nas fotografias. Não havia visto o Thomas naqueles dias durante o horário de trabalho. Sentia muita saudades dele quando chegava em casa. Já havia ido ao médico e começado a tomar pílula contraceptiva. Mas só poderia testar sua eficácia daqui à um mês. Então nós brincávamos de f********o. Sábado a noite, festa de lançamento da minha linha. Tinha gente à sair pelo ladrão, nunca vi tanta gente junta na minha vida. Até o dono da Desire veio junto com a sua esposa. Eu estava em um estado de nervos tão grande que ria à toa. Estava alí, plantada como anfitriã, recebendo todos os parabéns e elogios dos milhares de convidados. O Dream se aproximou de mim e me entregou uma taça de champanhe que eu virei. _ Calma _ recebeu a taça vazia de volta. _ De onde saiu tanta gente? Peguei a taça remanescente na sua mão, a sua taça, e virei também. Notou o meu nervosismo e me levou para um quarto que trancou ao entrar após mim. Veio me abraçando e beijando o meu pescoço. _ O que está fazendo? _ Acalmando você. Relaxa, vai? Suas mãos entraram por baixo da minha saia, apalpando a minha b***a. _ Você acha que ficar molhada, vai me ajudar? _ Shiii _ olhou nos meus olhos sorrindo enquanto tirou a minha calcinha e pôs no bolso da calça social _ Como você se sente? _ Estou sem calcinha, Dream. _ Em que você está pensando? _ Devolve a minha calcinha! Sorriu _ No fim da noite eu devolvo, sê você se comportar _ abriu a porta e saiu. _ Eu não tô acreditando nisso... Percebi que falava sozinha, ele já tinha ido. Voltei para festa segurando o vestido, vez ou outra. Um medo que alguém percebece que eu estava nua por baixo. Meu Deus, estou sem calcinha!!! Foi a única coisa que pensei a noite toda. O resto ficou muito mais fácil. O Thomas mantinha aquele sorriso no olhar sempre que olhava para mim. A festa foi maravilhosa. Um sucesso com muita cobertura midiática, mas eu dei graças a Deus quando acabou. _ Devolve a minha calcinha seu safado!! Falei quando cheguei perto do Dream que estava esperando o carro na calçada. Nem notei o Júlio ao seu lado. O segurança ficou sem jeito e se afastou um pouco de nós. _ O que eu ganho em troca? _ Ora essa! Você me deixa nua a noite toda, e ainda tenho que ser generosa com você!? _ É assim que funciona. Você não deveria ter perdido sua calcinha para mim. Seja mais cuidadosa, se não quiser pagar pelo resgate. Bufei, tava tão brava! O carro chegou e eu cruzei os braços olhando para a janela durante o trajeto. Pelo reflexo da janela da limusine, vi ele balançando a calcinha no dedo indicador, como se fosse uma bandeira. _ Trégua _ sorriu. Avancei para pegar a calcinha, e ele a escondeu me segurando, inclinada sobre ele, como eu estava. _ Devolve _ rosnei. _ Você ficou menos nervosa sem ela, admite? _ Admito. _ pensar na minha calcinha em seu bolso foi bem menos estressante do que pensar naquele mundo de pessoas e em seus julgamentos. Foi até excitante. O polegar da sua mão me segurando, desenhou círculos sobre o meu mamilo coberto pelo vestido e a outra mão entrou por baixo do vestido, subindo minhas coxas até apalpar a minha v***a e massagear em vai e vem, sentido o volume. _ Você realmente quer essa chateação feita de pano de volta? _ pediu uma confirmação. _ Pode ficar _ quase gemi ofegante. Se inclinou sobre mim me fazendo quase deitar no encosto do banco à sua frente. Abri um pouco as pernas, desejando sentir mais. A sua mão sobre o meu seio deslizou as alças do vestido para os lados. _ Sabe o que é mais interessante sobre vestimentas femininas, Alana Passion? Neguei vendo-o puxar o vestido para baixo e revelar os meus s***s que enrigeceram nos m*****s só com o seu olhar. _ Pensar nas diversas maneiras de tirá-las do seu lindo corpo. Admirava os meus s***s e olhou para mim ao chupar um bico deixando mais duro e depois o outro. Seus dedos abriram o meu sexo e o dedo médio desenhava círculos sobre o meu c******s, suavemente. Atiçava o meu desejo, gerando a necessidade por prazer. Afastando a boca do meu mamilo direito apertou o meu mamilo esquerdo com leve fricção. Observou o meu rosto corando de vergonha e t***o diante do seu olhar verde malicioso. _ Há algo que você goste nas roupas masculinas? Neguei sem conseguir concluir pensamento algum. Sorriu ao notar o meu descontrole e pousou o dedo médio sobre a pérola do meu c******s. _ Aish! Hummmm! Gemi diante da leveza do seu toque. Fiquei molinha rendida gemendo baixinho e olhando para aquele olhar malicioso e verde tão lindo, através da cortina dos meus cílios. Gozei assim, até o carro parar e a sua mão me abandonar. Ele cobriu os meus s***s e ajeitou as alças sobre os meus ombros. A porta abriu e o ruivo desceu e me ajudou a segui-lo. Meu pegou no colo, como se eu fosse uma noiva, e me levou para o quarto e me despiu do vestido. Observou a arma presa no suporte de coxa, o par de meias arrastão e o salto, suspirou luxúria. Retirou o suporte de arma, e beijou a minhas pernas descendo beijos sobre a pele que despia das meias junto com os sapatos. Despiu-se rapidamente e me abraçou, encostando a sua testa na minha. _ Quer um banho de banheira? _ Estou tão cansada que vou adormecer na água morna com hidromassagem. _ Eu te trago para cama, amor. Sem problema _ garantiu, eu afirmei. Na banheira, o Thomas me sentou em seu colo. O seu m****o passava por entre minhas pernas, na parte externa da minha v****a. Acariciava os meus s***s, fazendo fricção nos m*****s. Comecei a apertando o comprimento do seu m****o sobre a minha v****a, movia minha pélvis sobre o seu volume duro, me masturbando. A sua respiração descompassava enquanto ele beijava o meu pescoço... Como eu disse, adormeci na banheira, mas acordei na cama. Totalmente nua, e ele também. Na manhã de segunda, recebi uma mensagem da Nina, responsável pelo álbum do marketing publicitário da Dreams. Não entendi nada do que ela disse, mas ela me explicaria no seu Studio em meia hora. O Dream não tinha nenhuma reunião, o meu trabalho estava em dia, então marcamos. Antes de sair, não encontrei o Dream na sua sala. Achei que voltaria antes que ele notasse a minha falta. Fui à pé, era pertinho e não encontrei nenhum do segurança, o carro não estava na garagem. O Dream deve ter saído com eles. Era só virar o quarteirão e eu chegaria. Isso se não fosse um louco num carro cinza, subindo na calçada e me fechando. Saquei a minha arma e apontei para os caras sorrindo para mim. Senti uma picada no pescoço e quando passei a mão sobre o incomodo, notei que era um dardo paralisante. Era um sequestro, pensei antes de apagar. Acordei dentro de uma caixa de madeira totalmente fechada. Estava sendo arrastada por uma superfície lisa. Ouvia uma conversa entre homens, contavam piadas, riam alto. Falavam em russo. Algo sobre bonecas e brinquedos. Paramos, e ouvi muitos barulhos de ssapatos parando ao redor do caixote onde eu estava. Os estralos da tampa de madeira sendo aberta com dois martelos. A luz entrou na caixa e feriu os meus olhos. Eram muitos caras grandes me intimidando com o olhar e sorriso. Ajeitei a minha saia meio levantada, e me levantei, ficando em pé dentro da caixa. _ É uma boneca e tanto! _ um deles disse em russo, assobiando no fim. Os outros gargalharam alto em côro. _ Nós podemos brincar com ela? _ um deles estendeu a mão na minha direção. Arregalei os olhos assustada. De repente, um disparo furou a mão que se estendia para mim. Voou sangue na minha cara, roupas, pernas. Assustada, os meus olhos seguiram na direção para onde todos se viraram. Um homem de uns cinquenta anos, muito loiro, com os olhos verdes, empunhava a pistola que atingiu a mão do grandão que chorava. _ Alguém mais quer tocar nela? _ o loiro perguntou, em russo, ameaçador em um tom arrogante. _ Não, chefe _ a resposta foi em uníssono. O mesmo loiro estendeu a mão para mim _ Vem, querida. Não precisa ter medo, você está entre família. Os grandalhões tinham a mesma interrogação na cara, que se estampava na minha? _ Sr Dream? _ perguntei em meu não praticado russo. _ Douglas Tomerass. O meu filho só usa o nome da sua mãe _ soou triste _ Longa história. Gostaria de ouvir? Curiosa como sou, peguei sua mão e fui conduzida por longos corredores repletos de quadros de pessoas. _ Desculpa, Alana. Mas te sequestrar foi o único jeito que eu encontrei para conseguir falar com o Thomas. Ele é tão temperamental, não é mesmo? Eu não soube o que dizer. Estava nervosa. Os olhos verdes, eram iguais aos do Thomas, pousaram sobre mim, me lendo. _ Sabe que na faculdade ele foi expulso por usar golpes marciais no Yan Desire? Fiquei assustada e ele gargalhou. Continuou _ Algo sobre uma garota que achou que gostava. Era um menino, errando como menino. Mas ele não erra mais. A última frase seguiu uma boa olhada sobre mim. _ Onde eu estou? _ Em casa. Fique tranquila. O meu filho chegará logo. Eu o conheço bem. _ abriu uma porta pesada que revelou um lindo quarto de casal _ Descanse um pouco. Tem roupas no armário. Fique a vontade. Logo o jantar será servido. Entrei e ele me trancou alí. Tomei um banho para remover o sangue. Onde foi que eu me meti? Vestida, esperava sentada na imensa cama. Pela janela com grades, vi que nevava lá fora. Com certeza não estou mais no Brasil. Quanto tempo eu apaguei? Levantei quando ouvi a porta. Era Sr tomerass de novo. Acho que ele não confia nos outros caras. Com certeza, não é por medo que eu fuja, ou será que é? _ O senhor não me disse porque o Thomas tirou o seu sobrenome? _ Bom, isso é bem simples. Eu traí a mãe dele. Ela descobriu e nós separamos. O Thomas é tão puritano. Ele foi morar com a mãe na Escócia e me rejeitou abertamente desde então. Mas não se n**a o sangue. _ Por que o senhor não pediu desculpas? _ Um homem quebra, mas não dobra. _ Dobrar parece o melhor, para mim. Entramos na sala de jantar, e jantamos sozinhos. Um silêncio! O olhar verde atento sobre mim. Que nervoso! _ Você não se cansa? _ De que? _ Da indecisão do meu filho. _ Ele me parece muito decidido. Gargalhou _ Mas ele te quer, sabia? São as porcarias dos seus princípios, que impedem ele de ser homem. _ Mas ele é homem, Sr Tomerass. Nunca conheci ninguém mais homem do que o Thomas _ levantei o queixo pronta para uma boa briga, se ele quisesse. Gargalhou e bateu palmas _ Bravo! É lindo ver uma garota de sangue quente, pronta para defender o seu homem. Está apaixonada, Alana. _ bebeu da sua taça. _ Ele com certeza está _ colocou a revista com minha foto na capa, em cima da mesa. _ Foi só um presente _ fiquei tímida. _ Foi uma declaração pública de afeto! Ele age como um t**o apaixonado! _ Eu não pedi isso. _ Olha só para você. Toda doce e tímida, com esse queixo empinado. Quem não se apaixonaria? Eu entendo o meu filho. Depois de ouvir isso, eu não sabia mais se ele gostava de mim ou não. _ Olá, papa! _ disse a linda ruiva que eu vi na sala do Thomas há alguns meses, beijando o Sr tomerass _ Temos visita? _ É a nova boneca do Dream. A ruiva pegou a minha mão _ Olá boneca _ brincou sorrindo _ Você tem nome? _ Alana Passion. _ Muito sugestivo! _ levantou as sobrancelhas divertida e sentou se servindo e comendo rápido. _ Thais! Tenha modos _ o pai repreendeu. _ Não posso, papuska. Preciso sair _ falou sem atendê-lo. _ Mas você acabou de chegar! _ Desculpa, papai. A noite me chama _ piscou para mim, ela era hipnotizante, tão bonita. Continuei mastigando e assistindo. _ Leve meus homens com você _ o loiro ordenou. _ Se eles conseguirem me acompanhar, com prazer. _ levantou se e veio até mim _ Vem comigo! _ pegou a minha mão e eu me deixei levar. _ Para onde você vai levá-la? _ Para brincar, papai _ sorriu as palavras e corremos pelos corredores pegando atalhos através de muitas salas pelas quais passamos até lá fora. Ela me vestiu o seu casaco de cima e subiu numa moto me entregando o seu capacete. Seguiu antes que os homens do seu pai pudessem nos acompanhar. _ Você está bem? Perguntou quando estávamos fora de alcance. _ Sim _ soei impressionada _ Obrigada. _ Por nada, boneca Alana. Você é muito mais bonita que a antiga. Vai ser divertido. Entramos em um bar bem aconchegante e quentinho, sentei com ela no balcão. Pediu tequila para nós duas, ela virou e pediu outra, sua atenção fixou em mim. _ Como é ser a boneca do Tom? _ É como namorar. _ Para você nem faz diferença, não é? Você é virgem. _ Pode parar de falar isso tão alto? _ pedi envergonhada. Gargalhou _ Você é divertida _ virou o copo e pediu outra dose _ Papuska acha que o meu irmão ama você. _ Isso parece ser r**m _ reparei. _ É sim. O Tom está comprometido. _ O que? _ O papai, prometeu o Tom para casar com a filha de um aliado importante, assim que a menina nasceu. Eliane tem dezesseis agora. Quando fizer dezoito o Tom vai ter que parar de brincar de casinha e cumprir o acordo. _ E se o Thomas não casar? _ Você conhece as leis de hospitalidade, não é? De novo essa lei da hospitalidade!? Neguei. Continuou _ Bem, se ele não casar, começa uma guerra entre as famílias. _ Você também tem um casamento arranjado? _ Tenho, sim. Estamos namorando e acertando todos os detalhes. Logo casamos. Por isso eu tenho que aproveitar. Uma música dançante soou no outro ambiente e ela me puxou para dançar. Não consegui acompanhar os seus passos e segui as placas até o banheiro feminino. Joguei uma água no rosto para disfarçar as lágrimas. Thais chegou, me segurando pelos ombros e olhou nos meus olhos. Sorriu _ Isso são lágrimas, Alana? Você o ama? _ Como eu poderia não ama-lo? Você o conhece melhor do que eu. _ Não assim, desse jeito. Para mim, o Thomas é só meu irmão mais velho e chato. O que você sente por ele? _ Sinto que ele foi a única pessoa que se importou comigo. Ele tomou conta de todo o espaço na minha vida. E se ele for embora, vai deixar um vazio imenso. _ Entendo perfeitamente. Ele faz isso comigo também. Sabe que eu vou ficar de castigo por um ano _ inclinou a cabeça para o alto e aumentou o tom da voz que começou a ecoar pelo banheiro _ ...e a culpa é toda sua, Tom. O Thomas saiu de trás de uma das baías do banheiro e veio me beijar. Fiquei incredula. Eu ainda chorava e não sabia se devia retribuir ao seu sorriso. Beijou os meus lábios brevemente e segurou a minha mão dentro da sua, olhando para a ruiva. _ Muito obrigado _ disse para ela. _ Está me devendo e eu vou cobrar _ avisou. _ Foi um prazer te conhecer, Alana _ sorriu e eu retribuí quando o Thomas me levava para fora. Assim que a porta do bar se fechou atrás de nós e levantamos o olhar vimos muitas armas apontadas para nós, bem de perto. Levantamos as mãos e fomos, os três, escoltados até a casa do Douglas Tomerass. _ Você veio sozinho? _ Não ia adiantar trazer. Eu não tenho poder aqui. _ Você não disse que era comprometido. _ Porque eu não sou. _ Mas o seu pai. _ Eu não tenho pai. Suspirei imaginando o tom da conversa que pai e filho teriam em breve. Nos levaram, eu e o Thomas, até uma sala com sofás e um centro com cinzeiros e petiscos. Sentamos lado a lado, de mãos dadas. O Douglas entrou por uma porta lateral. _ Você veio! _ falou em russo. _ O que eu estou fazendo aqui? _ respondeu em inglês antigo, falado em parte da Escócia. _ Veio conversar com o seu pai. _ Você deixou de ser o meu pai quando deixou a minha mãe partir. _ Não é assim que eu vejo isso, Thomas. _ Ela morreu por sua causa. Morreu de tristeza, mas você não liga. _ Ela fez uma escolha. O Thomas levantou indo até o pai e o encarou de perto e bem nos olhos. _ Ela te amava seu canalha! Ela era a sua responsabilidade e a escolha dela derivou da sua escolha de trai-la. Você foi o único culpado em tudo nesta história, Sr Douglas Tomerass _ rosnou a última frase apontado o indicador para o peito do pai. _ O que você faria se ela te abandonasse? _ referiu-se a mim. _ Eu não desistiria até ter certeza de que é impossível. Não me ponha na mesma balança, que o senhor perde. Eu não tenho nada a ver com você. _ Você tem tudo a ver comigo. Segue os meus passos, faz tudo o que eu faria no seu lugar. Ficou impaciente _ O que eu estou fazendo aqui? _ Você ainda é o meu filho, Thomas. _ Se é sobre o casamento arranjado, esquece. Eu esqueci quando saí da sua casa e tirei o seu sobrenome. Vou me casar com quem eu quiser. _ Mas não vai convidar o seu pai, quando fizer, não é? Eu não vou conhecer os meus netos, meu filho? Você será tão c***l assim com o seu velho pai? Isso é justiça para você? _ Você fez essa escolha. _ Não é a minha escolha, Thomas. Foi sua. Sempre, somente sua. Estou aqui, sequestrando garotas virgens, para conseguir chamar a sua atenção. O que a minha virgindade tem a ver? Será que tem um letreiro gigante piscando noite e dia "Alana Passion é virgem"? Continuou _ Perdão, filho. Perdão por tudo o que você viveu com sua mãe, que não te agradou. Fui o maior perdedor quando ela se foi. Nunca quis isso, mas não soube agir. Não poderia fazer como você faria, pois eu não sou você. Mas eu quero fazer parte da sua vida. Por favor? Eu chorava, sentada no sofá, acompanhando a cena. O Thomas ainda olhava para o pai com raiva, quando sua expressão se desmanchou e ele abraçou o pai, que o recebeu feliz.
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