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A Virgem do Escocês

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Blurb

Cheguei adiantada no meu andar do prédio, tinha uma sala só minha. A sala do senhor Dream fica a frente da minha. As tarefas são enviadas direto para o meu notebook e do meu notebook para o do senhor Dream, nada de papelada. A assinatura é digital.

O senhor Dream é ruivo, com olhos muito muito verdes. O seu coração parece ser de gelo. Nunca conheci ninguém tão calculado em tudo o que faz. Ganhou o apelido de Ironman.

As mulheres com as quais saía nunca são suas empregadas. São ricaças que o procuram. Nunca o vi procurar por nenhuma delas, antes ou depois do encontro. Nunca envia presentes. Nunca sorri sem um ar de ironia no rosto ou no olhar. É engraçado ver uma pessoa assim dentro de um corpo com menos de trinta anos. Eu o classificaria como amargo. Mas amargo também quer dizer maduro, em muitos casos. Acho que se aplica a ele.

Lembro do meu primeiro dia com ele. Foi na entrevista. Eu estava nervosa, tive que retocar a maquiagem porque chorei e borrei tudo.

_ Alana Passion _ lia o meu currículo _ Você se demitiu logo após ser promovida a assessora do presidente da empresa aonde trabalhava! Por que? 

O seu olhar gelado pareceu penetrar a minha alma quando pousou nós meus olhos. Engoli seco e mordi o canto interno do lábio inferior, tentando conter o meu nervosismo.

_ Motivos pessoais.

Se inclinou para frente prestando bastante atenção em meu rosto.

_ Pela sua atitude insegura, eu já sei que tipo de problema foi esse. E te digo que a culpa é exatamente da sua atitude, Srta Passion. Não deixe que os outros vejam as suas fraquezas, pois eles a usarão contra você na primeira oportunidade. Você me entende?

_ Sim.

  Depois desta sua análise sobre mim, imaginei que eu nunca conseguiria este emprego. Por fim recostou-se na cadeira e jogou o papel que analisou, dentro da pasta.

_ Ótimo! Está contratada.

_ Muito obrigada _ surpresa no meu tom.

_ Não me agradeça ainda. Quero que você faça análise, pratique uma luta de autodefesa que lhe agradar, e aprenda a falar israelense. Eu faço questão de pagar, e quero ver algum resultado em um mês. Esse será o seu tempo de experiência.

_ Sim senhor.

_ Providencie tudo para ontem. A sua sala é a da frente _ me indicou e estendeu a mão para mim, que eu peguei _ Bem vinda.

O meu trabalho era parte de mim, eu amava o que fazia. Thomas Dream era um cara muito sofisticado. Arrogante, prepotente, egocêntrico, mas sofisticado. Eu aprovava o seu jeito de agir, a sua forma de pensar. O seu controle sobre tudo o tempo todo. Ser sua secretária me libertou de muitos medos.

Para começar, está não é uma empresa de cosméticos e perfumes concorrente da Empresa Desire, é uma exportadora de armas que fornece para Israel e aliados do EUA. Mas é segredo para todos. Seria para mim também, se eu não tivesse decifrado os códigos nas correspondências e documentos. Há palavras que foram trocadas estratégicamente, e cada uma delas tem um significado que eu anotei, decorei e queimei depois.

Foi depois que entrei nesta empresa que tomei a iniciativa de aprender tiro ao alvo. Por que eu não me demiti? Gosto do perigo, do proíbido. Mas tem mais, algo que eu ainda não entendi. Algo em Thomas Dream.

Um mês depois, os resultados que ele queria. Sei lá porquê ou como eu lhe daria os tais resultados em uma entrevista. Entrei na sua sala como no primeiro dia.

_ Olá, Srta Passion.

_ Oi. Como vai, Sr Dream?

_ Muito bem, obrigado. E a senhorita?

_ Me esforcei bastante, creio que estou bem.

_ Sente-se, por favor?

_ Sim, obrigada.

Sentei diante dos seus olhos incrívelmente verdes. Eram muito bonitos, e a combinação com o cabelo vermelho, e o rosto inexpressivo, lhe dava um ar sexy.

Ficou alí me olhando e eu o olhando de volta e esperando pela entrevista. Era óbvio para mim o motivo das mulheres correrem atrás dele. Mas será que ele não gostava de ninguém? Será que nem uma vez se apaixonou? Sei lá! Uma namorada de infância?

 Sorriu lindamente para mim. Eu fiquei encantada e acompanhei a evolução do sorriso para uma risada gostosa, e de repente, ele bateu palmas para mim. 

_ Bravo, Srta Passion! _ sua voz soou divertida. Só agora notei que era rouca. Seu tom de voz sempre foi muito baixo. Eu sorri sem entender.

Continuou, ainda sorrindo _ Você não sabe o que eu estou vendo, não é?

_ Não _ neguei.

_ O seu nervosismo se foi. Você não parece mais tão insegura. Era o resultado que eu esperava.

_ Vou ser efetivada.

_ Sim. Por favor cuide disso.

_ Sim, senhor.

_ Mas não relaxe em nada. Eu preciso que você fale e compreenda Israelense, se esforce bastante nisso _ sorriu quando completou _ e divirta-se com o resto.

O seu olhar ficou muito sexy ao dizer isso. Como se a diversão a qual se referia fosse relativa a sexo.

Suspirei e engoli seco, mas sorri sem conseguir desviar o olhar de todo aquele verde que, agora, brilhavam malícia.

Saí da sala me abanando. Mas o que deu nele hoje?

Depois, sentada durante os meus afazeres, notei que o Sr Dream tinha razão. Eu me divertia praticando Krav magá.

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Eu Protejo Você
Cheguei adiantada no meu andar do prédio, tinha uma sala só minha. A sala do senhor Dream fica a frente da minha. As tarefas são enviadas direto para o meu notebook e do meu notebook para o do senhor Dream, nada de papelada. A assinatura é digital. O senhor Dream é ruivo, com olhos muito muito verdes. O seu coração parece ser de gelo. Nunca conheci ninguém tão calculado em tudo o que faz. Ganhou o apelido de Ironman. As mulheres com as quais saía nunca são suas empregadas. São ricaças que o procuram. Nunca o vi procurar por nenhuma delas, antes ou depois do encontro. Nunca envia presentes. Nunca sorri sem um ar de ironia no rosto ou no olhar. É engraçado ver uma pessoa assim dentro de um corpo com menos de trinta anos. Eu o classificaria como amargo. Mas amargo também quer dizer maduro, em muitos casos. Acho que se aplica a ele. Lembro do meu primeiro dia com ele. Foi na entrevista. Eu estava nervosa, tive que retocar a maquiagem porque chorei e borrei tudo. _ Alana Passion _ lia o meu currículo _ Você se demitiu logo após ser promovida a assessora do presidente da empresa aonde trabalhava! Por que? O seu olhar gelado pareceu penetrar a minha alma quando pousou nós meus olhos. Engoli seco e mordi o canto interno do lábio inferior, tentando conter o meu nervosismo. _ Motivos pessoais. Se inclinou para frente prestando bastante atenção em meu rosto. _ Pela sua atitude insegura, eu já sei que tipo de problema foi esse. E te digo que a culpa é exatamente da sua atitude, Srta Passion. Não deixe que os outros vejam as suas fraquezas, pois eles a usarão contra você na primeira oportunidade. Você me entende? _ Sim. Depois desta sua análise sobre mim, imaginei que eu nunca conseguiria este emprego. Por fim recostou-se na cadeira e jogou o papel que analisou, dentro da pasta. _ Ótimo! Está contratada. _ Muito obrigada _ surpresa no meu tom. _ Não me agradeça ainda. Quero que você faça análise, pratique uma luta de autodefesa que lhe agradar, e aprenda a falar israelense. Eu faço questão de pagar, e quero ver algum resultado em um mês. Esse será o seu tempo de experiência. _ Sim senhor. _ Providencie tudo para ontem. A sua sala é a da frente _ me indicou e estendeu a mão para mim, que eu peguei _ Bem vinda. O meu trabalho era parte de mim, eu amava o que fazia. Thomas Dream era um cara muito sofisticado. Arrogante, prepotente, egocêntrico, mas sofisticado. Eu aprovava o seu jeito de agir, a sua forma de pensar. O seu controle sobre tudo o tempo todo. Ser sua secretária me libertou de muitos medos. Para começar, está não é uma empresa de cosméticos e perfumes concorrente da Empresa Desire, é uma exportadora de armas que fornece para Israel e aliados do EUA. Mas é segredo para todos. Seria para mim também, se eu não tivesse decifrado os códigos nas correspondências e documentos. Há palavras que foram trocadas estratégicamente, e cada uma delas tem um significado que eu anotei, decorei e queimei depois. Foi depois que entrei nesta empresa que tomei a iniciativa de aprender tiro ao alvo. Por que eu não me demiti? Gosto do perigo, do proíbido. Mas tem mais, algo que eu ainda não entendi. Algo em Thomas Dream. Um mês depois, os resultados que ele queria. Sei lá porquê ou como eu lhe daria os tais resultados em uma entrevista. Entrei na sua sala como no primeiro dia. _ Olá, Srta Passion. _ Oi. Como vai, Sr Dream? _ Muito bem, obrigado. E a senhorita? _ Me esforcei bastante, creio que estou bem. _ Sente-se, por favor? _ Sim, obrigada. Sentei diante dos seus olhos incrívelmente verdes. Eram muito bonitos, e a combinação com o cabelo vermelho, e o rosto inexpressivo, lhe dava um ar sexy. Ficou alí me olhando e eu o olhando de volta e esperando pela entrevista. Era óbvio para mim o motivo das mulheres correrem atrás dele. Mas será que ele não gostava de ninguém? Será que nem uma vez se apaixonou? Sei lá! Uma namorada de infância? Sorriu lindamente para mim. Eu fiquei encantada e acompanhei a evolução do sorriso para uma risada gostosa, e de repente, ele bateu palmas para mim. _ Bravo, Srta Passion! _ sua voz soou divertida. Só agora notei que era rouca. Seu tom de voz sempre foi muito baixo. Eu sorri sem entender. Continuou, ainda sorrindo _ Você não sabe o que eu estou vendo, não é? _ Não _ neguei. _ O seu nervosismo se foi. Você não parece mais tão insegura. Era o resultado que eu esperava. _ Vou ser efetivada. _ Sim. Por favor cuide disso. _ Sim, senhor. _ Mas não relaxe em nada. Eu preciso que você fale e compreenda Israelense, se esforce bastante nisso _ sorriu quando completou _ e divirta-se com o resto. O seu olhar ficou muito sexy ao dizer isso. Como se a diversão a qual se referia fosse relativa a sexo. Suspirei e engoli seco, mas sorri sem conseguir desviar o olhar de todo aquele verde que, agora, brilhavam malícia. Saí da sala me abanando. Mas o que deu nele hoje? Depois, sentada durante os meus afazeres, notei que o Sr Dream tinha razão. Eu me divertia praticando Krav magá. Fazer análise era divertido também. Mas como ele sabia? Sei que nunca comentei isso com ninguém, nunca. Depois do trabalho, todos os dias da semana, eu tinha algum compromisso ligado ao que o Dream me incumbiu. Segunda e sexta era o krav magá, terça e quinta aulas de língua Israelense, na quarta eu fazia análise. Todos os dias, depois de tudo, praticava tiro ao alvo no shopping perto de casa. Geralmente eu entrava umas seis e saia as sete. Chegava em casa, tomava um banho, preparava uma comida rápida e jantava, assistindo tevê sem som e ouvindo minhas músicas preferidas, internacionais. Qualquer língua que não fosse a minha servia. Mas todas eram românticas. Seguia essa rotina desde que comecei a trabalhar na Dream. Hoje fazia dois meses. Acabei de sair do krav magá, tomei um banho na academia. Meu cabelo ainda está molhado e com o cheiro do shampoo. Não usei o secador para me poupar tempo. Entrei na sala de tiros e escolho a baía oposta a do único homem que está praticando nesse horário. Carreguei a pistola e coloquei os protetores. Uma sucessão de tiros depois, aproximei o alvo para ver como fui. Quando ele chega, percebo que não tenho progredido nisso. Respiro impaciência. Troquei o alvo e apontei a arma. Neste momento, senti duas grandes mãos me tocando e um corpo alto presente às minhas costas. Uma mão segurou minha cintura e a outra apoiou o meu braço. O rosto do dono do corpo estava ao lado do meu por sobre o meu ombro. Olhei e vi Thomas Dream sorrir me olhando de perto. A mão sobre minha cintura moveu o protetor dos meus ouvidos e pôs sobre a mesa a frente. Voltou a segurar minha cintura. _ Não atire se não tiver certeza. Afirmei com a cabeça. Era isso, ele estava por aqui e me viu indo muito m*l nisso, e quis me ajudar. É só isso. Continuou _ Esteja pronta para o coice da arma. É como tudo na vida. Os movimentos são feitos de atrito, e é imprescindível que aja resistência, ou não terá a menor graça. Fique firme. Olhei em seus olhos verdes e lá estava aquela malícia novamente. Soava como se falasse de sexo como na entrevista no mês passado. Continuou _ Inspire fundo e atire quando começar a soltar o ar. É quando o corpo relaxa. Colocou o protetor de ouvido de volta em mim, mas ainda me envolvia. Segurava a minha cintura. Me observava. Seguindo as suas instruções, disparei uma sequência de tiros e aproximei o alvo. Olhei para ele, buscando aprovação. Tirei o protetor dos ouvidos. _ Olha só! _ sorriu. _ O seu inimigo está morto, Srta Passion. Sorri abertamente para ele que abriu um pouco mais o seu sorriso. _ Obrigada _ fiquei realmente grata, mas de onde ele surgiu? _ Você pratica aqui? Achou graça, moveu a cabeça em uma meia negativa, como as pessoas tímidas fazem. Ele estava tímido. Por que? Apertou o botão para correr o próximo alvo tirando uma mão da minha cintura, mas a voltou em seguida. Estava fugindo da conversa. _ Você deveria comer menos açúcar, isso faz m*l. Lembrei que comi uma casquinha de sorvete antes de entrar aqui. _ Não o vi _ sorri pensando que deveria ter visto. _ Não. Você é muito distraída, Alana. Mas eu protejo você. Colocou os protetores de volta em mim, sem me dar chance de continuar conversando. Peguei a arma e mirei, com pressa de disparar, para voltar a conversar com ele. Desta vez ele não apoiou os meus braços. Segurou apenas a minha cintura e quando eu dei o último disparo, senti um beijo suave sobre minha nuca e ele se afastou. Com o coração a mil, pensei em como deveria reagir a isso. Mas quando olhei para trás procurando por ele, não estava mais alí. Só estava eu e o mesmo cara na baía oposta. Repassei a nossa conversa em minha mente, voltando para casa. Notei o motivo da timidez dele. Eu o tratei por "você". Mas ele começou a me tratar assim também depois. O Dream tem razão, eu sou muito distraída.

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