Akin
— Já está pronta, minha vida? — pergunto para a Carla; estava ansioso demais.
– Já, vamos! – ela sai do quarto com uma bolsa e vamos para o meu carro.
Como já tinha pegado o meu carro, deixamos o dela na garagem.
– Pegou tudo, vida?
— Sim, amor, está tudo aqui. — Ela bate na bolsa e coloca o cinto.
Não vou mentir que estava super ansioso para chegar quarta.
Pelo que as meninas falaram, seria gira de preto velho. Já vi como a Carla fica com a dona Jarina, agora quero ver com todos.
Chegamos um pouco mais cedo, pois teria que tomar um banho e a Carla precisava se concentrar.
Fui trocar de roupa para tomar o banho, que seria no quintal, ao ar livre. Assim que a Arlane joga nos meus ombros o primeiro banho, o cheiro era horrível, o que me deu vontade de vomitar.
— Se vier a vontade de vomitar, deixa o vômito sair. — Arlane m*l termina de falar e acaba vomitando.
Sinto mãos nas minhas costas.
– Já vai passar, amor. Calma! – termino de vomitar e olho para a Carla.
— Por quê? — digo, meio ofegante.
– É normal, a vovó vai te explicar, termina o banho! – Concordo com a cabeça e a Carla vai para outro chuveiro terminar o banho dela.
Estava ela e a Grazy tomando outro banho.
Não sei se é impressão, mas, depois que vomitei, me senti mais leve, sei lá.
– Esse banho aqui tu não pode se enxugar, tá? Deixa secar um pouco e depois tu colocas a roupa branca. Falando nisso, trouxeste?
– Sim, a Carla disse que está na bolsa dela.
— Tá, coloquei ali, mana — Carla aponta para cima de uma mesa em que estava uma roupa branca.
— Ótimo! — Arlane diz e entra no barracão.
Carla se aproxima e me dá um beijo no rosto; fico confuso.
– Por que no rosto?
— Não podemos nos beijar agora, só depois.
– Por quê?
— Depois te explico, vou trocar de roupa! — seguro a mão dela e a puxo para mim e fico olhando nos olhos dela.
Carla sorriu e, vendo-a assim, acabei ficando e******o.
– Amor, é por isso que a gente não poderia estar se tocando! – Aí entendi, encosto as nossas testas.
— Desculpa! — ela se afasta devagar.
— Tenta limpar a sua mente, amor! — ela dá um beijo na ponta do meu nariz e se afasta totalmente.
Tento não pensar nela por enquanto.
Começo a pular para ver se me seco logo para me vestir; só estou com short mole no corpo.
– Uau! – olho para o lado e tem três moças me olhando.
— Akin vai trocar de roupa! — Carla fala, mas ela não está olhando para mim, e sim para as três moças; ela está super séria.
— Tá bom, vida! — digo e pego a minha roupa branca e vou. Aproximo-me dela. — Vida, eu...
— Vai logo trocar de roupa — acabei sorrindo.
— Tá com ciúme, vida? — ela vai virando a cabeça devagar e me olha séria.
— Tô sim — abro um sorriso.
– É muito bom saber disso.
– Sabe que posso te provocar mais, né?
– Chumbo trocado não dói a vida.
— Continua pensando assim pra você ver! — O olhar de Carla parece que estava vendo outra pessoa, a mulher com o mesmo véu azul.
Fecho os meus olhos e me dá uma tontura – amor!
Não sinto mais nada.