banho

595 Words
Akin — Já está pronta, minha vida? — pergunto para a Carla; estava ansioso demais. – Já, vamos! – ela sai do quarto com uma bolsa e vamos para o meu carro. Como já tinha pegado o meu carro, deixamos o dela na garagem. – Pegou tudo, vida? — Sim, amor, está tudo aqui. — Ela bate na bolsa e coloca o cinto. Não vou mentir que estava super ansioso para chegar quarta. Pelo que as meninas falaram, seria gira de preto velho. Já vi como a Carla fica com a dona Jarina, agora quero ver com todos. Chegamos um pouco mais cedo, pois teria que tomar um banho e a Carla precisava se concentrar. Fui trocar de roupa para tomar o banho, que seria no quintal, ao ar livre. Assim que a Arlane joga nos meus ombros o primeiro banho, o cheiro era horrível, o que me deu vontade de vomitar. — Se vier a vontade de vomitar, deixa o vômito sair. — Arlane m*l termina de falar e acaba vomitando. Sinto mãos nas minhas costas. – Já vai passar, amor. Calma! – termino de vomitar e olho para a Carla. — Por quê? — digo, meio ofegante. – É normal, a vovó vai te explicar, termina o banho! – Concordo com a cabeça e a Carla vai para outro chuveiro terminar o banho dela. Estava ela e a Grazy tomando outro banho. Não sei se é impressão, mas, depois que vomitei, me senti mais leve, sei lá. – Esse banho aqui tu não pode se enxugar, tá? Deixa secar um pouco e depois tu colocas a roupa branca. Falando nisso, trouxeste? – Sim, a Carla disse que está na bolsa dela. — Tá, coloquei ali, mana — Carla aponta para cima de uma mesa em que estava uma roupa branca. — Ótimo! — Arlane diz e entra no barracão. Carla se aproxima e me dá um beijo no rosto; fico confuso. – Por que no rosto? — Não podemos nos beijar agora, só depois. – Por quê? — Depois te explico, vou trocar de roupa! — seguro a mão dela e a puxo para mim e fico olhando nos olhos dela. Carla sorriu e, vendo-a assim, acabei ficando e******o. – Amor, é por isso que a gente não poderia estar se tocando! – Aí entendi, encosto as nossas testas. — Desculpa! — ela se afasta devagar. — Tenta limpar a sua mente, amor! — ela dá um beijo na ponta do meu nariz e se afasta totalmente. Tento não pensar nela por enquanto. Começo a pular para ver se me seco logo para me vestir; só estou com short mole no corpo. – Uau! – olho para o lado e tem três moças me olhando. — Akin vai trocar de roupa! — Carla fala, mas ela não está olhando para mim, e sim para as três moças; ela está super séria. — Tá bom, vida! — digo e pego a minha roupa branca e vou. Aproximo-me dela. — Vida, eu... — Vai logo trocar de roupa — acabei sorrindo. — Tá com ciúme, vida? — ela vai virando a cabeça devagar e me olha séria. — Tô sim — abro um sorriso. – É muito bom saber disso. – Sabe que posso te provocar mais, né? – Chumbo trocado não dói a vida. — Continua pensando assim pra você ver! — O olhar de Carla parece que estava vendo outra pessoa, a mulher com o mesmo véu azul. Fecho os meus olhos e me dá uma tontura – amor! Não sinto mais nada.
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