NARRAÇÃO: GOLIAS O Tubarão já tava mofando ali no canto, sacando o proceder todo com aquele sorrisinho sádico de quem tá adorando ver o circo pegar fogo e a lona derreter. Ele limpou o suor da testa com o cano da peça, um movimento automático de quem vive no aço, e soltou uma risada nasalada, olhando fixo pra porta por onde a loira tinha acabado de vazar, deixando só o rastro do perfume caro e o cheiro do desespero impregnado no ar da sede. — Eita, patrão... — o Tubarão soltou, dando um passo pra dentro do salão, exalando deboche por cada poro. — O senhor vai mesmo mandar essa fita com a "doutorinha"? Botar a princesa pra servir uísque pros moleque da contenção no meio do baile, na frente da Muralha toda? O senhor acha que ela vai sustentar o proceder ou a peça vai tentar pular fora dess

