A Júlia tentou se encolher, virar um tatu no chão de cimento, mas não teve escape pro erro dela. Grampeei a mão naquela cabeleira falsa dela com uma força que fez os fios estalarem, sentindo o couro cabeludo da traíra repuxar, e comecei a arrastar a infeliz pelo chão da sede sem um pingo de massagem. — Golias, não! Pelo amor de Deus! — ela berrava, um som agudo que cortava o mormaço da tarde, as unhas arrastando no cimento bruto tentando achar um freio que não existia, mas o meu peito tava blindado pra choro de traíra. — Cala a boca, p*****a! — rosnei, chutando a porta do quartinho de ferro nos fundos com a bota de guerra, aquele lugar onde o som do grito morre no zinco e a verdade brota no choque da realidade bruta. Joguei ela com tudo lá dentro, como se fosse um saco de lixo hospitala

