O SANTUÁRIO INVADIDO: A DOUTRINA DO GIGANTE Cheguei na garagem da minha fortaleza, freei o carro cantando pneu, o cheiro de borracha queimada subindo e impregnando tudo. Abri a porta dela e ela quase caiu pra fora do carro, mole. Peguei ela no colo de novo, sentindo o calor absurdo que emanava da carcaça dela. Subi as escadas da minha casa de dois em dois degraus, chutando cada porta que aparecia na frente. Entrei no meu quarto o meu santuário, onde ninguém pisa sem ordem de execução, o lugar onde o Gigante tira o fuzil e tenta ser homem. Coloquei ela em cima da minha cama de dossel, os lençóis de seda egípcia pretos fizeram um contraste absurdo com o corpo dela quase nu e tomado por aquelas manchas vermelhas. A Sara se encolheu, enterrando o rosto no meu travesseiro de penas, ainda arra

