O Predador na Porta: O Ultimato de Tubarão NARRAÇÃO: TUBARÃO Desci a ladeira naquela adrenalina, com a orelha esquerda ainda pegando fogo e pulsando do pedagogo que o Gigante me deu lá na sede. O sol de meio-dia tava de rachar o crânio, o mormaço subindo do asfalto quente parecia que ia derreter a sola do meu pisante, e o meu juízo tava a mil por hora. Eu tava num tiroteio mental, pensando em como ia dar o papo reto naquele doutorzinho de bosta sem levar outra invertida do patrão ou deixar o ódio falar mais alto que a razão. Fui cortando os becos por onde a sombra era mais generosa, o rádio no meu cinto chiando sem parar com a frequência dos vapor e as movimentação da firma, mas eu tava com o foco travado no posto de saúde. Quando cheguei na curva da entrada principal, ali perto daquela

