Capitulo 1

1656 Words
     Quando pequena eu sonhava com um grande amor. Eu queria um homem como o Sr. Darcy de orgulho e preconceito, orgulhoso, mas romântico e dedicado. Eu queria um amor épico como a de "Um Amor pra Recordar". Mais agora adulta, sei que nada é como queremos. Já faz três meses que saí da cadeia, três meses que comecei com o plano dele e três meses que minha vida virou um mar de mentiras e arrependimentos. - Ohana, venha logo - Aaron gritava dentro do carro me chamando de forma impaciente. Já se fazia um mês que o conheci. Eu estava andando pela rua tranquilamente, havia recebido a mensagem de que meu alvo estaria passando por está rua as 06:56 da manhã, atrasado para faculdade. Que eu deveria o esperar aqui e chamar a atenção dele de alguma forma. Então eu fiz o mas i****a a se fazer, levei o velho asqueroso que era meu "cafedrasto", sim, c*****o e padrasto. quando vi a BMW Vermelha já sabia que era ele, mais não havia motivos pra ele parar, não consegui pensar em forma alguma, queria apenas desistir. porem meu padrasto não admitiria isso, então ele pensou em um jeito. foi o mais doloroso. Quando o carro chegou perto, o meu c*****o me agarrou pelos braços e me olhou com um sorriso sádico em seus finos lábios e  jogou-me de uma só vez na frente dele. juro que minha reação foi verídica. O carro veio, eu não tinha para onde correr, ergui as mãos e me preparei para o impacto, ouvi a freada, o som do deslizamento e fechei os olhos. Meu corpo caiu longe, o ar escapou de meus pulmões e a única coisa que eu conseguia sentir era dor. O carro me atingiu com muita força, mas eu ainda havia ficado semi acordada, não podia arriscar e perder a consciência, não com francis me vigiando. Então um corpo alto e forte veio até mim e se ajoelhou ao meu lado ficando sobre a luz que cegava meus olhos. - Você está bem? - ele tentou me tocar, mas sua mão parou antes de o fazer. Caída no chão eu pude ver várias pessoas se aproximando para olhar. formando um circulo a nossa volta, eu queria apenas chorar. - Dói - falei fraco ainda sem ar. minha visão ficava turva e estava escurecendo, tentei lutar com unhas e dentes, me agarrando ao menor vestígio de consciência. - Me ajuda, por favor... eles...   - Eu vou te ajudar - ele disse já vendo as pessoas ao nosso redor. O rapaz passou a mão em todo o meu corpo, braços pernas e pescoço, deu um suspiro aliviado. Com cuidado, me pegou em seus braços e colocou-me em seu carro pondo o cinto em mim com o máximo de cuidado possível. O rapaz me levou para um hospital e ficou lá comigo o tempo todo. os médicos disseram que eu não havia quebrado nada ou me ferido, que ele havia freado na hora certa e o impacto com a lateral do carro só havia me jogado longe com algumas escoriações. Mas que foi muita sorte eu não ter morrido por causa de minha condição física que era deplorável. - Quer que eu te leve em casa? - perguntou ele todo prestativo e bondoso, o que tornava tudo ainda pior para mim. custava muito ele ser um escroto ? - Não precisa, posso ir só - tentei me sentar mais gemi de dor ao primeiro movimento e ele me fez deitar novamente. - Claro que preciso... aliás, porque você foi pra frente do meu carro? -  ele ergueu uma de suas grossas e bem delineada sobrancelha - Fui jogada - forcei um pouco e meus olhos se encheram de lágrimas, algo que aperfeiçoei ao decorrer dos anos. - Por quem? - ele secou minhas lágrimas me olhando preocupado com seus olhos azuis. senhor do céu, ele transpirava bondade e compaixão, e tinha a beleza de um anjo, conjunto perfeito.  Me virei teatralmente e chorei mais ainda. pela dor, não por ter sido jogada, isso na verdade me irritava. O rapaz acariciou meus cabelos e me perguntou novamente quem havia me empurrado, mordi o lábio e suspirei de forma dramática. - Não posso falar - O olhei fazendo a carinha mais triste que eu sabia fazer, no estilo "minha vida e uma m***a! príncipe encantado me salve" estilo princesinha em apuros. eu podia não ser uma princesa linda e delicada, mais estava em apuros. - tudo bem, olha, confie em mim, não vou deixar ninguém te ferir... a partir de agora... tipo eu te feri mais aquilo não contou entendeu? -  ele passou a mão no pescoço e seu rosto ficou rosado de vergonha Sorri de leve e o olhei, ele tinha cabelos negros e grossos, uma pele levemente bronzeada e olhos azuis cor do mar. um corpo incrivelmente forte, ombros largos, braços definidos e um sorriso de molhar calcinha, mais claro, não a minha, sou profissional, não e qualquer um que me deixa de pernas bambas, ele ainda precisarias amadurecer uns cinco anos para me deixar assim. Tive que pensar muito rápido, precisava dele perto de mim, se ele descobrisse que eu morava em um puteiro o plano todo ia por água a baixo e eu ia voltar para cadeia, então a única ideia que tive foi falar parcialmente a verdade. - Meu padrasto... foi meu padrasto que me jogou na frente de seu carro - O puxei o abraçando e voltando a chorar e cara, eu devia ganhar um Oscar, sou f**a de mas. o rapaz ficou se reação mas logo acariciou meus cabelos e passou a mão em minhas costas tentando me consolar. - Ai Deus, temos que denunciar ele... - Ele falava alarmado e já pegando seu celular para ligar para a policia. - NÃO - Falei quase que gritando, meu c*****o poderia acabar falando a verdade se ele fosse preso - Não... Não posso, só preciso ficar longe dele. - Mas ele tentou te m***r moça - ele me olhou intrigado. - Você não entende, ele tem muitos contatos... um deles pode ir atrás de mim, por favor me prometa que não irá chamar a polícia, promete - Falava suplicando pra ele com lágrimas nos olhos. Ele me olhou por um longo tempo e suspirou rendido. - Tudo bem, não irei chamar a polícia eu juro - ele sorrio mostrando dentes brancos imaculados, pareciam feitos de pérolas - Aliás, meu nome e Aaron Campbell. - Sou Ohana, Ohana Roux Gabriella, mais pode me chamar de Ohana. - Por quê não ana ou nana? - ele sorriu meio nervoso - Porque qualquer uma é ana ou nana, mas só eu Ohana sou  - Sorri. Tudo teria sido bem mais fácil para mim, se ele fosse um escroto p********o mimado e outras ofensas mais, mas ele era um cavaleiro, encantador, lindo e perfeito. Em pouco tempo, viramos melhores amigos, Aaron se sentiu culpado por me atropelar e não quis me deixar ficar na minha casa então me levou a um Hotel onde aluguei um quarto, alguns minutos depois descobri que ele morava no quarto da frente.  E claro, foi o homem que me contratou - Que até agora não sei quem diabos e - Que iria pagar. Cara, sou uma p********a. nem profissional do prazer, não posso dizer que sou. e não tenho dinheiro nem pra comprar comida vou ter para pagar hotel?!, eles que se virem e paguem pra mim. Voltando ao assunto. Aaron ficava cuidando de mim, meu corpo ficou doendo por dias e ele cuidava de mim. Nesse tempo descobri muito sobre ele. Aaron fazia faculdade de medicina e tinha vinte e dois anos, morava com seu pai antes, mas cansou da noiva abusiva e despretensiosa que ele tinha, então mudou-se, mais sempre visita seu pai. ele sempre falava com muito carinho de seu pai, parecia realmente o amar. seu pai se chamava Vincent campbell, ele era medico. um cirurgião geral. nos últimos meses o pai havia andado estranho. trouxe uma mulher estranha para casa dizendo que era sua noiva. - Ohana eu vou sem você - Aaron gritou novamente de dentro do carro Eu estava saindo da manicure e andava igual um pato por meus dedos estarem cheios de algodão entre eles e eu estar andando descalça. - Espera homem, não quero borrar minha unhas nem cair de cara no meio da rua. - Olha ruiva, ou você entra aqui agora ou te carrego -Então vem logo poxa, me fazendo andar atoa sendo que eu poderia esta sendo carregada como uma princesa. Aaron saio de dentro do carro correu até mim. Eu estava do outro lado da rua - E me pegou no colo me fazendo ri, me levou até seu carro e me colocou lá dentro com cuidado, passou a mão em meu rosto arrumando meus cabelos e depois colocando meu sinto de segurança. - O que a gente não faz pra t*****r hoje em dia - ele brincou. - Fala como se a gente fosse t*****r um dia - Debochei. - shiiii, não se estraga a frase de efeito de um homem mocinha, e crueldade. - Homens são tão idiotas - Sorri o olhando. - Eiii eu sou homem - ele começou a dirigir e fingiu estar ofendido. - Eu sei - ri ainda mais de sua cara. Após horas chegamos a uma grande mansão, minhas unhas já haviam secado e eu estava de boas. Aaron me levou até lá dentro no colo só pra me irritar, quando entramos fomos até a sala e ele me colocou no chão, logo vi um homem sentado no sofá lendo o jornal. - Pai Aaron chamou, então o homem dobrou o jornal e colocou ao seu lado, quando ele nos olhou com aqueles olhos tão profundamente azuis, senti meu sangue gelar. Era ele... Era o Sr. Smith!! o meu Sr. Smith ele era o pai de Aaron
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