Capítulo 14 – A Armadilha
Quando Helena voltou para Guarapuava, percebeu que estava sendo seguida. Um carro preto sem placa a acompanhou até a delegacia, e quando entrou no prédio, viu que seu escritório estava revistado novamente. Desta vez, não deixaram nada ao acaso: os arquivos restantes estavam rasgados, e uma mensagem foi escrita na parede com tinta vermelha: “Pare enquanto ainda há tempo.”
Ela não entregou o caderno a ninguém, nem mesmo ao seu chefe — pois Elias havia alertado que havia um infiltrado dentro da polícia. Organizou uma equipe de confiança, apenas três policiais que conhecia há anos e que nunca haviam tido qualquer ligação com os Vasconcelos ou com negócios suspeitos.
Na noite seguinte, recebeu um telefonema de um número desconhecido:
— Devolva o que pegou, e deixaremos você viver. Se continuar, vai terminar como a garota.
— Eu não tenho medo — respondeu Helena, firme. — Vocês já perderam.
Mas ela sabia que era mentira. A Ordem tinha muito mais poder do que imaginava, e eles não iriam parar até recuperar o caderno ou eliminar quem o tinha. Decidiu então que iria até o lugar onde tudo começou: a mansão na serra, onde havia uma entrada secreta que Elias mencionou, usada para as reuniões da Ordem.