Liria Evans Eu já havia perdido a noção do tempo. Não sabia se estavam se passando horas ou dias, mas a sensação de estar perdida, sem rumo, era o que mais me apertava. O lugar, isolado e frio, parecia não ter fim. Yan parecia estar sempre ao meu redor, me observando com um olhar distante e estranho. Ele me tratava bem, na maioria das vezes. Com delicadeza até, como se fosse um amante preocupado, oferecendo roupas novas e itens de higiene, como se minha dignidade estivesse intacta, mas eu sabia que isso era apenas parte do jogo dele. As coisas começaram a mudar depois de eu chamá-lo de louco. Ele me olhou com aquele olhar profundo e, de repente, sua mão foi até o meu rosto. O tapa foi forte, mais do que imaginei ser possível. O estalo ressoou no ar e o corte no canto do meu lábio ardia,

