CAYO
Não tô acreditando até agora.
Até essa moto rugir debaixo da gente e a gente sumir nas ruas, eu não acreditei. A princesa realmente fugiu com o d***o.
A Analu, tão delicada e com cheiro de perfume de gente rica, tá aqui na minha garupa, os braços grudados na minha cintura como se eu fosse a tábua de salvação dela. E o mais doido? Eu sou. Eu sou o naufrágio e a salvação dela ao mesmo tempo.
A adrenalina tá correndo nas minhas veias que nem gasolina pura. m*l sinto o vento batendo na cara. Só sinto o calor dela nas minhas costas, a respiração rápida dela no meu pescoço. Cada rua que a gente passa, cada luz que a gente deixa pra trás, é um prego no caixão da vida perfeita que ela devia ter. E eu tô guiando esse prego com as duas mãos, com um sorriso de i****a no rosto que não some nem a p*u.
Quando a gente chegar na minha rua, na minha quebrada, eu espero que ela mude de ideia. Que o cheiro de feijão e de roupa no varal faça ela acordar do delírio.
Mas ela me surpreendeu, desceu da moto quietinha, e a mão dela não soltou a minha. É pequena e macia na minha mão calejada, e parece que foi feita pra estar ali.
Abri a porta da minha casinha.
É humilde, eu sei.
Não tem porcelanato nem lustre de cristal. Mas é minha. Limpa, arrumada, com a cama decente que eu comprei pensando nela, num daqueles dias de esperança doida. Acendi a luz e fiquei olhando pra ela, pra ver se vem o nojo, o arrependimento.
Ela olha em volta.
Os olhos azuis dela percorrem o sofá de segunda mão, a estante com meus livros de mecânica, a foto do Zyon na mesa de cabeceira. E então ela me olhou, e não tinha nojo no olhar.
Tinha... paz. Como se tivesse chegado em casa depois de uma longa viagem.
— É perfeito — ela disse, e a voz dela é um sussurro que me acertou em cheio no peito.
Aí eu não aguentei mais.
Puxei ela pra mim e encostei nossa testa. A respiração dela acelerada, igual a minha. O riso que escapou da gente é nervoso, cheio de medo e t***o, um alívio doido de finalmente estar aqui, juntos, longe de todo mundo.
Mas o riso some rápido, substituído por um silêncio pesado, elétrico. O ar entre a gente engrossa, fica carregado de tudo que a gente não fez, não disse, não viveu nesses meses todos. E aí ela quebra o silêncio com um beijo.
Não é um beijo de despedida, não é um beijo de saudade. É um beijo de posse. De "eu escolhi você, seu i****a". E eu respondi na mesma moeda, com a mesma fome.
As mãos dela, que eram tão delicadas, tão de patricinha, tão acostumadas com seda, tão urgentes. Ela desabotoou o meu macacão de mecânico e puxou a minha camiseta, aquela camiseta velha de banda que eu uso pra trabalhar, e jogou no chão.
Depois foi pra parte de baixo do macacão, abrindo o zíper com uma pressa que me deixou tonto. Em segundos, tô só de cueca boxer preta, o meu p*u já duro feito pedra, latejando contra o tecido.
Ela me empurrou e eu caí sentado na cama, ela se ajoelhou na minha frente. Meus dedos se enterram no cabelo loiro dela, aquela seda que eu sonhava em tocar de novo. Ela olhou pra mim com uns olhos meio desafiadores, meio submissos, e eu quase g**o só de ver.
Quando ela puxou a minha cueca pra baixo e eu senti o ar frio no p*u já todo babado de desejo, eu fechei os olhos.
Mas ela não me deixou.
Pegou meu p*u com a mão, aquela mão pequena que m*l consegue fechar em volta, e então... c*****o.
A boca dela.
Quente.
Molhada.
Perfeita.
A língua dela deslizou pela cabeça do meu p*u, e um gemido rouco escapou da minha garganta. É um som que eu nem reconheço como meu. Ela engoliu a cabeça, e a sensação é tão boa que eu arqueo as costas, minhas mãos se apertando nos lençóis.
Ela solta com um 'ploc' que ecoa no quarto quieto, e eu abro os olhos. Ela tá me olhando, com um fio de saliva ligando os lábios dela à ponta do meu p*u. E então ela faz uma coisa que, mano, é a perfeição: ela lambeu minhas bolas.
Primeiro devagar, quase experimental, bom demais, e então ela chupou uma das bolas com uma força que me faz rir e gemer ao mesmo tempo, uma mistura doida de prazer e uma dorzinha que só aumenta o t***o.
— Calma, gata, sem brutalidade — eu falei, a voz saindo mais grossa do que o normal.
Ela riu, um som baixo e safado, e repetiu o movimento, lambendo das bolas até a base e voltando a me enfiar o p*u na boca. O vai e vem é tão gostoso, tão certo, que a minha vista escurece. Enrolei uma das mãos no cabelo dela, sentindo a textura macia entre meus dedos, e empurro ela pra baixo.
— Chupa tudo, c*****o — eu rosno, a lucidez indo embora, sobrando só o instinto. — Fode com a sua boquinha, fode.
Eu forço a cabeça dela pra baixo, fazendo ela engolir tudo até eu sentir a garganta dela contra a ponta. Ela engasga, e o som me excita ainda mais. Sinto os músculos da garganta dela se contraindo em volta de mim, e é tarde demais.
Não demora nada, a pressão na minha base explode, e eu g**o, jato atrás de jato, quente, no fundo da garganta dela. É uma mistura de alívio, de vitória, de uma saudade tão grande que tinha virado dor física. Eu tremi todo, segurando ela ali, até o último espasmo.
Ela engole tudo, sem reclamar, e quando ela sobe, tem um ar de satisfação no rosto, como se tivesse cumprido uma missão.
— Vem cá pra me dar — eu puxei ela, minha voz ainda rouca, e joguei ela na cama.
Tirei a roupa dela com uma urgência que beirava a violência, mas ela não se importou, acho até que ela gosta. Ela ajudou, se contorcendo, até ficar nua sob mim.
E c*****o, que visão.
Ela é tão linda que até hoje me custa acreditar. A pele branca, os s***s perfeitos, a cintura que eu consigo quase circular com as mãos. O t***o que eu sinto por essa mulher não é normal.
É doentio.
É surreal.
Quando eu entrei nela, é como encaixar a última peça de um quebra-cabeça que tava me enlouquecendo há meses.
Ela é tão apertada, tão quente, que eu preciso parar um segundo, só respirar, só sentir.
Mas ela não deixa.
Enterra as unhas nas minhas costas e geme no meu ouvido.
— Mexe, Cayo. Por favor. Mete tudo em mim.
Eu mexo e meto nela.
Começo um ritmo rápido, profundo, como a gente sempre gostou. A cama range, o som dos nossos corpos se batendo é a única música que eu quero ouvir. Eu beijo ela com fome, nossa língua se encontrando no mesmo ritmo que meu quadril.
É selvagem.
É primitivo.
E é nosso.
— Eu te amo, Ana Luísa — eu falo entre um beijo e outro, a verdade saindo sem eu conseguir segurar. — Esperei tanto pra te comer gostoso de novo.
E é isso.
É sexo, sim.
É t***o acumulado, saudade que virou um buraco no peito. Mas é sentimento também. É ela me olhando como se eu fosse o centro do universo. É eu sabendo que, por mais merda que eu seja, por mais errado que seja, com ela eu me sinto certo.
Eu percebo, enquanto me movimento dentro dela, sentindo ela gemer e se contorcer, que ainda é dela.
Sempre foi.
A única que me tira o juízo.
A única que faz um ex-presidiário, um motoboy fodido, se sentir o homem mais forte do mundo.
E quando ela geme meu nome, quando eu sinto o corpo dela tremer debaixo de mim, eu sei.
A princesa pode ter fugido com o d***o, mas o d***o é que tá completamente possuído por ela. E não quer ser exorcizado nunca mais.