Capítulo 4

1758 Words
Rowena Já estava anoitecendo quando foram para o escritório de Justus. Nos olhávamos todos com interesse por onde passávamos. Vários machos passavam por elas e as olhavam, uns com evidente interesse outros com certa raiva. Bogdan e Jadiel permaneciam do nosso lado bloqueando qualquer tipo de aproximação. Uma tela enorme cobria toda uma parede e a imagem de seu pai estava claro e nítida. _ Meninas. - seu pai pareceu que tinha envelhecido anos quando as viu entrar - Vocês estão bem? _ Fora alguns arranhões sim. - me sentei e encarrei nosso pai. Sempre houve um certo abismo entre eles que não conseguiam transpor. _ O que aconteceu com seus pés Ranya? - tinham certeza se ele estivesse ali estaria ajoelhado na frente da filha analisando seus pés. _ Foi só alguns cortes. Estou bem. - amenizou Ranya ainda no colo de Jadiel - Mas o que aconteceu pai? Por que fomos sequestradas? _ Eles queriam que seu pai retirasse o apoio ao projeto que favorece a OPS. - explicou Justus. Ambas encaravam Justus com curiosidade. _ Que projeto é este? - quis saber. _ Qualquer um que reproduzir drogas da Éblis Hadria ou Manchineel terá o mesmo grau de alerta de quem produzir Antraz por exemplo. Será considerado guerra biológica e terá status de terrorista. - explicou o senador. _ Muitas pessoas perderiam milhões com a provação deste projeto. - explicou Justus - Além de perder todos os bens para ressarcir a quem prejudicou, principalmente a OPS. Agora entendia o motivo de serem sequestradas. Tinha muita coisa em jogo. É admirou seu pai por se posicionar a favor num projeto tão importante. Conhecia o estrago que as drogas causavam aos jovens, não precisavam mais destas porcarias nas ruas. _ Por isto meninas, eu preciso que permaneçam aí até a provação do projeto. - pediu o senador. _ Nem morta! - me levantei da cadeira num salto, ficando de pé - Eu tenho meu centro para cuidar. _ Eu também não posso ficar. Eu estava para ser promovida a âncora. Pai não dá para ficar aqui. - Ranya parecia desesperada. Bogdan as olhava com evidente curiosidade. O senador parecia desesperado nos encarando. _ Meninas entendam... _ Eu não vou ficar! - quase gritei, olhando Ranya que agora acariciava os cabelos de Jadiel pensativa - Ranya! _ Estou pensando Rowena, não me apresse. - pediu ela em japonês parecendo tão irritada quanto eu - Droga! Eu estou com os pés feridos, não posso andar e agora sei que sou prisioneira aqui. _ Você está com aquela cara pervertida Ranya. - a acusei em japonês. _ Meninas falem em inglês. Ninguém entende vocês. - pediu o senador passando a mão pelo rosto - Tenho uma proposta para vocês ficarem. _ Talvez seja boa Rowena. - Ranya disse ainda em japonês a olhando. _ Qual a proposta? - quis saber curiosa. _ Teremos uma festa de angariação de fundos que sempre doamos para uma instituição de caridade. Sou responsável este ano por escolher a instituição. Conhecia aquelas festas e sabia muito bem dos milhares de dólares que eram angariados. Com aquele dinheiro podia fazer maravilhas em seu centro. _ Se eu fosse você aceitava. - Ranya lhe disse em japonês - Você sempre está reclamando que seu centro estava sem recursos. Isto é uma boa oportunidade. Pense nas maravilhas que pode fazer. Olhou com raiva a irmã. Ranya tinha razão é sabia disto, mas aquele sorriso lhe dizia que ela sabia o que queria, mas precisava manipulá-la para que ficasse. _ O que você vai ganhar? - quis saber. _ Quantos dias? - Ranya perguntou ao pai. _ Ranya, por que você continua no colo deste homem? - agora o senador parecia notar e não gostar de ver sua filha no colo de um homem enorme. _ Maravilha! Agora ele vai nós tratar como garotas virgens. - reclamei em japonês revirando os olhos. Jadiel quis colocá-la no sofá, mas Ranya o impediu. _ Estou muito bem onde estou papai. - Ranya sorriu feliz - Jadiel está fazendo um grande favor a mim me carregando para todos os lados. Devia agradecer papai. O senador parecia estar perto de ter um infante. Nunca apresentaram um namorado a ele por causa de seu ciúme quase doentio. Seu lado irlandês prevalecia nestes momentos. _ Quanto tempo pai? - perguntei impaciente. _ Uns vinte dias eu creio. Quanto a você Ranya... _ Quero uma exclusiva com o senhor e Justus após a aprovação do projeto. Também quero conhecer a reserva e Patrída. - propôs Ranya sorrindo. _ Isto é possível, mas não pode escrever nenhuma linha sobre a reserva ou sob qualquer coisa sobre nós. Nada de detalhes! - impôs Justus sério - Quanto a entrevista tudo bem. Sorri da careta que fez a minha irmã de desgosto. _ Também terão que assinar um contrato de confidencialidade. Nele vocês se comprometem a manter tudo em sigilo absoluto. Não poderão nem mesmo dizer que estiveram aqui. - complementou Jéssica aparecendo na sala - Sabemos que você é repórter Ranya. É isto aqui seria um prato cheio para você. _ Estraga prazeres. - resmungou Ranya fazendo todos tirem. _ Mandei as coisas de vocês. É vou conversar com seus amigos e darei uma desculpa pela ausência. - as avisou o senador. _ Vocês ficarão aqui. Separei uma casa para vocês próximo a zona selvagem. Quase ninguém fica por lá. Bogdan e Jadiel ficaram com vocês, já que estão habituadas a eles. Podem fazer suas refeições em nosso refeitório ou cozinhar, como preferir. - disse Justus sério - Somente peço que não andam por aí sem Bogdan ou Jadiel. É muito perigoso! Muitos de nossos machos ou não gostam muito de contato com humanos ou querem uma companheira de qualquer forma. _ Interessante. - Ranya sorriu - Mas podemos conversar com eles? Jadiel fez um barulho engraçado com a boca chamando a atenção de todos. _ Não há problemas de conversar se eles quiserem. - Justus riu - Querem ir jantar no refeitório? Todos podemos ir. _ Acho uma boa ideia amor. Assim eles podem ver que elas são amigas. - Jéssica se aproximou do marido lhe dando a mão. _ Boa noite, minha filhas. Vou manter contato. _ Sim, pai. - ambas responderam antes que ele desligasse. (...) O refeitório estava repleto de machos quando entramos. Para minha surpresa Bogdan se colocou ao meu lado. Vários machos vieram cumprimentar Justus e este nos apresentava, pedindo a colaboração deles. Achava engraçado o modo como eles as olhavam, muito curiosos na verdade de mim para Ranya que conversava com Jadiel. Acho que é devido por serem gêmeas idênticas. Quando teve que voltar à mesa para fazer seu prato, pois ajudou primeiro Ranya, um macho com longos castelos castanhos e olhos verdes incomuns se aproximou. _ Você é bonita! - a elogiou _ Obrigada. - sorri e continuei a colocar comida em meu prato. _ Você tem algum macho? _ Se eu tenho um o quê? - o olhei confusa levantando uma sobrancelha. _ Severos. - Bogdan se aproximou, parecendo irritado - Mantenha-se afastado dela. – ordenou. _ Não sinto seu cheiro nela Bogdan ou de outro macho. Você não pode me pedir para não me aproximar. – retrucou. Olhei de um para o outro com atenção, sentindo a tensão entre os dois machos a sua frente. Num confronto era impossível saber quem ganharia. Ambos eram muito altos, fortes, musculosos ... Bogdan me puxou para trás de si e encarou o macho. _ Sim eu posso. Justus a entregou a mim. Ninguém vai tocá-la! _ Calma rapazes. - o marido de Triana apareceu acompanhado de Jadiel - Estamos com convidadas. Bogdan a leve para mesa. Vamos conversar Severos. Bogdan me segurou pelo braço, levando de volta para a mesa ao lado de Ranya, que parecia eufórica com a cena. _ Nunca mais se afaste sem estar acompanhada de mim ou Jadiel. - grunhiu furioso Bogdan se sentando ao seu lado. Justus se levantou e foi se juntar ao grupo de machos que pareciam estar discutindo. _ O que ele queria Rowena? - quis saber Ranya. _ Perguntou se eu tinha um macho. - respondi confusa e olhei para Bogdan, depois para Jéssica que ria. _ Os shifters tem um vocabulário bem próprio. Macho quer dizer namorado ou companheiro. Fêmea é mulher. - explicou Jéssica. _ Ele também disse que não sentiu cheiro de nenhum macho em mim. O que quer dizer isto? _ Além de ouvirem bem demais eles tem um olfato extraordinário. Conseguem nos distinguir pelo cheiro. Shifters são fanáticos por cheiro, não é Bogdan? - o provocou Jéssica. _ Nós os caninos podemos sentir cheiros melhor que os outros. - Bogdan levantou a cabeça me encarou - Podemos distinguir o cheiro de dor, o que usou de shampoo, se esta excitada, se fez sexo... Minha respiração se alterou e tentei me controlar, lembrando que ele acabou de falar. _ Quando Severos disse que não sentiu nenhum cheiro em você quer dizer que não compartilhou sexo com nenhum de nós. Não tem macho. Está livre! - terminou de explicar Bogdan. _ Você consegue distinguir entre nós duas? - quis saber curiosa Ranya. _ Sim. Vocês tem cheiros bem distintos. - Bogdan respondeu ainda me encarando. _ Mas se Rowena voltasse com o tom dos cabelos escuros e usássemos o mesmo shampoo. Ainda assim conseguiriam nos distinguir? - insistiu Ranya curiosa. _ Não sei. - Bogdan franziu a testa ainda me encarando, chegando mais perto de mim - O melhor cheiro que há é do sangue. _ Entendo. – disse, desviando o olhar. _ Meninas, nossos machos também são terrivelmente sinceros. Por isto, não perguntem se não querem ouvir a resposta. - as orientou Jéssica. A conversa na mesa voltou ao normalmente com uma Ranya havida por informações e fiquei pensativa. É muita coisa para se pensar e analisar. Precisava tomar muito cuidado daqui para frente. Jéssica sorria para si mesma, nos observando, acho que ela pensava que estava se formando casais a sua frente. Pois por mais queríamos esconder é claro a atração entre eles. Só esperava que isso ficasse para si, e não comentasse com Justus ainda. Afinal ele tinha nos dado ordens para permanecer quietas e só sair acompanhadas, e aos machos, pelo que ficou claro, para que não as tocassem. Só que eles não nos conheciam, faríamos este favor a eles. *************************************************************************** Minhas lindas, Queria muito ler os comentários de vocês sobre o desenvolvimento da história. Divirtem-se e me de seus corações. Loucas para isso!!! Beijocasssssssssssssssss...
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