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ISABELA NARRANDO Dia seguinte… Eu não conseguia parar quieta. Andava de um lado pro outro da sala como se isso fosse fazer o tempo passar mais rápido. A mesa já tava posta fazia uns bons minutos tudo simples, bonito, do jeito que eu sabia que a minha mãe ia gostar. Nada exagerado, nada chique demais. Só aconchego. Só cuidado. Mas meu coração tava acelerado como se fosse dia de festa. — Isa… — o Davi falou, com a voz calma de quem enxerga meu nervosismo de longe. — Ela já tá chegando. O Romeu saiu da rodoviária faz um tempo. Eu respirei fundo, mas não adiantou muito. Voltei pra frente daquela parede enorme de vidro da sala, olhando lá fora como se fosse possível ver o carro vindo quilômetros antes. — Faz tanto tempo… — murmurei. — Parece que faz anos que eu não abraço a minha mãe.

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