MARLENE NARRANDO Ver minha filha ali, na minha frente, foi como respirar depois de muito tempo debaixo d’água. A gente se fala por telefone, por mensagem, mas nada substitui o cheiro, o toque, o jeito dela me abraçar como se ainda fosse menina. Eu apertei a Isabela contra mim e senti que tava tudo no lugar certo outra vez. No carro, vindo pra cá, eu confesso que fiquei nervosa. Nunca tinha andado com motorista, muito menos alguém tão educado, falando comigo com respeito, perguntando se eu tava confortável, se precisava parar pra água, se eu queria conversar. Ele percebeu meu jeito meio travado e foi puxando assunto no caminho, falando do trânsito, da estrada, dessas coisas simples que acalmam a gente. Funcionou. Quando entrei naquela casa… meu Deus. Não é só grande, é imponente. Mas o q

