Davi Narrando Eu nunca vou admitir essa p***a em voz alta, mas quando a Isabela disse que ia embora com a amiga dela, eu senti uma coisa dentro de mim se contorcer, tipo quando alguém aperta seu peito por dentro e torce. Não foi só nervoso. Nem só raiva. Foi… medo mesmo. Medo i****a, infantil, de ser largado ali, num lugar que eu não pisava há meses, lotado de gente me olhando, comentando, comparando com o que eu era antes. E o pior de tudo: medo de ficar sem ela. Medo dela sumir daquele prédio e levar junto aquela calma que só ela consegue me dar quando eu tô quase surtando. Quando eu perguntei “você vai embora mesmo?”, eu perguntei porque a minha cabeça tava implodindo. Eu precisava que ela dissesse que não. E quando ela disse que ia, que tava com vergonha, que tava humilhada, que tod

