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DONA HELENA NARRANDO Eu já estava no meu limite. No meu limite verdadeiro. A Bianca me tirava a paciência há anos, mas hoje… hoje ela ultrapassou qualquer barreira de convivência civilizada. Aquela menina passou do tom, passou do respeito, passou da decência — e ainda por cima fez cena na minha casa. Eu já tinha visto muito nessa mansão, mas nunca uma mulher tão desesperada pelo que o dinheiro representava e tão pouco interessada no homem com quem dividia o teto. Mas eu tinha que respirar fundo. Sempre. Porque era o meu filho o centro disso tudo. E o Davi, desde o acidente, tinha ficado dependente de calma. De silêncio. De gente que falasse baixo. De gente que não fizesse tempestade perto dele. E, sinceramente, a Bianca fazia tempestade até respirando. Enquanto eu subia as escadas ouvin

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