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BIANCA NARRANDO Eu saí daquela mansão bufando, cuspindo fogo, explodindo por dentro como se alguém tivesse jogado gasolina na minha cabeça e tacado um fósforo. O salto batia no chão com tanta força que até ecoava no mármore. Eu nem enxergava direito, só via vermelho, só ouvia o Davi gritando comigo, bloqueando meus cartões NA MINHA CARA, defendendo aquela favelada como se ela fosse alguém. Quando pisei lá fora, o Júnior já veio todo solícito, todo sorrisinho torto de quem acha que tem i********e: — E aí, dona Bianca… quer que eu te leve onde? Eu virei pra ele com um olhar que se tivesse laser, atravessava a testa dele. — Nem olha pra minha cara hoje, Júnior. — rosnei. — Nem pensa. O sorriso dele derreteu na hora. Ficou branco, travado, olhando pro chão. Bem feito. Homem nenhum tinha

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