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MARLENE NARRANDO Quinze dias. Foi o tempo entre eu ouvir “você vai ser avó” e olhar pra minha casa sem reconhecer direito. Por dentro, parecia outra. Piso de porcelanato clarinho refletindo a luz, rodapé novo, parede retocada, tomada onde antes tinha fio pendurado. A cozinha, então… ah, a cozinha. Meus azulejos velhos deram lugar a um branco bonito, com uns detalhes cinza, tudo fácil de limpar. Pia nova, gabinete novinho, armário planejado que eu fiquei uns bons minutos só abrindo e fechando as portas, ouvindo o barulhinho de coisa nova. — Olha isso, meu Deus… — eu falava sozinha, passando a mão pela bancada. — Quem te viu e quem te vê, hein, Marlene? Os móveis já tinham chegado também. Sofá novo, simples, mas bonito, bem estofado, nada de mola enfiando na costela. Uma mesa de madeira

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