ISABELA NARRANDO Quando a porta bateu e a Raquel saiu fazendo aquele drama todo de salto alto, o silêncio que ficou na sala foi… engraçado. Engraçado pra não dizer perigoso. Eu respirei fundo, virei devagar pro Davi e fui até ele. Ele já tava me olhando com aquela cara de “sei que fiz nada, mas tô com medo mesmo assim”. Cheguei do lado da cadeira e, sem dó, belisquei o braço dele. — Ai! — ele reclamou, se encolhendo. — Tá maluca, Isa? — Ainda não. — respondi, pegando a orelha dele com a ponta dos dedos e dando uma girada de leve. — Mas eu posso ficar se você não fizer o que eu tô mandando. — Aí, p***a, Isa! — ele começou a rir de nervoso, puxando a orelha de volta. — Calma aí, tô ouvindo! Eu me afastei um passo, cruzei os braços e encarei ele. — Davi… eu saio da faculdade, venho t

