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Isa - Continua Respirei fundo e deslizei a mão por um vestido que estava mais perto. O tecido era macio, frio, bonito demais. Eu gostei dele de verdade. — Eu gostei desse aqui… — falei baixo, quase pedindo permissão. Quando fui puxar o vestido do cabide, senti a mão do Davi se mover rápido. — Não, não, não. — ele disse firme, sem levantar a voz, mas com um tom que não dava margem pra discussão. — Não bota a mão, não. Eu olhei pra ele, confusa. — Não é você que tem que fazer isso. — ele continuou, olhando direto pra vendedora. — É ela. Você só aponta o que quer. Quem trabalha aqui é ela, não você. Aquilo me deu um nó no estômago. Não era grosseria. Era… posicionamento. Ele não tava me colocando acima de ninguém — tava exigindo que eu fosse tratada como cliente. Como qualquer pessoa

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