Ela continuou sentada. Quietinha. Elegante. Cruelmente calma. E eu pensei, com um certo desgosto: Essa mulher vai me dar trabalho. Mas, no fundo, bem no fundo onde eu não admito pra ninguém surgiu um pensamento ainda mais perigoso: Pelo menos… finalmente alguém nessa casa não parece ter medo de mim. E isso, eu não sei se vai me salvar ou acabar comigo. Eu ainda estava preso naquela observação irritante a Isabela sentada, tão calma, tão tranquila, como se eu não fosse um pesadelo ambulante quando ouvi a maçaneta da porta girando. Ergui o rosto automaticamente, o maxilar travado, pronto pra mandar quem fosse embora. Mas quando a porta abriu, meu peito deu aquele aperto familiar. Meu pai. Terno impecável, expressão séria, postura de homem que manda até na sombra. Meu pai sempre entrou em

