Eu revirei um pouco os olhos, mas obedeci. Ainda era difícil ajustar o tronco depois da fisioterapia, mas eu tentei não reclamar. Ela puxou a cadeira do lado direito, sentou, ajeitou a pulseira e me olhou como se estivesse avaliando minha cara de poucos amigos. — Tá ótimo — ela murmurou, mais pra ela do que pra mim. Aí ela levantou um pouco o queixo e chamou: — Isabela! Vem sentar aqui. Eu senti o pulso latejar só de ouvir. A Isabela veio andando tranquila, meio sem graça, mas com aquele cheiro doce que chega antes dela. Ela hesitou por meio segundo quando viu o lugar vazio ao meu lado. — Aqui? — perguntou. — Claro — minha mãe respondeu. — Você trabalha direto com o Davi, não faz sentido ficar longe. Eu não falei nada. Eu só fiquei olhando o prato, o suco, qualquer coisa que não fo

