Davi Narrando Fiquei um tempo encarando o teto depois da resposta dela, meio preso entre a vontade de nunca mais botar o pé numa sala cheia de aluno e a voz do médico francês martelando na minha cabeça. “Talvez não correr, mas andar, sim.” Eu tava ali, divido entre essas merdas todas, quando o celular vibrou em cima do meu peito. Olhei a tela. Pai. Atendi na mesma hora. — Fala, pai. Do outro lado, a voz dele veio séria. — Tá ocupado? Olhei pro lado. Isa tava no sofá ainda, de óculos, caneta na mão, o notebook aberto e um monte de aba com coisa de neuro, fisioterapia, bebê, quarto, sei lá mais o quê. — Tô em casa. Com a Isa. — respondi. — Por quê? Ele deu uma pausa. — Ela tá perto de você agora? — Tá, tá no mesmo quarto. — falei, já sentindo o clima estranho. — Aconteceu algu

