DAVI NARRANDO Eu desliguei o celular ainda com o sangue fervendo, mas o rosto quieto. Não podia deixar a Isa pescar nada. Respirei fundo, empurrei o tronco pra frente e comecei o processo automático de sempre: mão no apoio, giro de quadril, transferência. Saí da cama pra cadeira com o corpo tão treinado que parecia que eu já nasci fazendo isso. Isa levantou os olhos do notebook na mesma hora. — Vai aonde? — perguntou, ajeitando os óculos na ponta do nariz. — No escritório rapidinho. — respondi, ajeitando as pernas na plataforma. — Resolve uns negócios de trabalho enquanto você estuda tranquila. Ela me olhou daquele jeito que lê além da frase. — Que que houve? — Nada. — menti liso. — Coisa da empresa, amor. Aproveita e vira a melhor fisioterapeuta do Brasil aí, vai. Dei um meio sor

