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1705 Words

Davi Narrando Saímos do hotel ainda de manhã. Tava aquele friozinho chato de Paris, céu meio nublado, cara de foto antiga. O carro que o hotel chamou nos deixou em frente a um prédio antigo, todo de pedra clara, bandeira azul marinho na porta e uma plaquinha pequena, discreta, dourada, com o nome do médico em francês e um monte de letra atrás. Clínica cara a gente reconhece de longe. Silêncio demais, vidro demais, recepcionista séria demais. A Isa apertou minha mão na hora que a gente entrou. — É aqui… — ela murmurou. — Esse médico é muito bem falado, eu pesquisei um monte. Eu dei um meio sorriso. — Se você aprovou, deve ser caro. — Muito. — ela respondeu. — Ainda bem que quem tá pagando é você. Pegamos o elevador, subimos, e logo chamaram: “Monsieur Montesano?” Entramos numa sal

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