— Isabela, abre essa porta AGORA! — eu gritei, a voz carregada, desesperada. — Alguém arruma a chave! AGORA! O segurança correu. — Já tô indo buscar, senhor Davi! Eu encostei a testa na porta, a mão fechada, o peito apertado. Nunca senti tanta raiva e tanto medo ao mesmo tempo. — Abre, Isabela… — murmurei, baixo, quase num pedido. — Por favor… abre essa porta. E atrás de mim, Bianca continuava chorando, gritando, fazendo escândalo. Mas eu juro Eu só conseguia pensar nela. Na Isabela. Trancada ali dentro. Sozinha. Machucada. Humilhada. E se tem uma coisa que eu não ia permitir nunca mais… Era ela passar por isso por minha causa. A porta do banheiro era mais grossa do que eu lembrava. Eu batia, batia, batia, e parecia que o som morria ali mesmo, preso no corredor. Minha mão já tava do

