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1163 Words

DAVI NARRANDO Quando a porta abriu por completo, eu senti meu cérebro apagar por alguns segundos. Não foi exagero. Foi real. Meu peito travou, minha respiração quebrou no meio, e parecia que alguém tinha desligado o mundo só pra deixar eu e ela ali, dentro daquele banheiro claro, frio, ecoando nossos próprios silêncios. A Isabela estava encostada no canto do box, de costas no azulejo, com o corpo encolhido não de medo, mas de vergonha, daquela vergonha que arde na pele e deixa a pessoa sem saber onde colocar os braços. Só que… mano… ela tava só de calcinha e sutiã. E não era qualquer calcinha. Era uma calcinha pequena, minúscula, daquelas de renda que ficam cravadas no quadril. Fineza pura, renda fina na frente, meio transparente, que deixava o desenho da pele aparecer. Um troço que eu

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