ISABELA NARRANDO Eu entrei no banheiro tremendo igual vara verde, com o coração batendo no fundo da garganta, ainda sentindo a mão da Bianca agarrando meu vestido como se quisesse arrancar minha pele junto. Quando a porta bateu atrás de mim, eu travei. Senti aquela mistura de raiva, vergonha, calor, humilhação… tudo embolado num negócio difícil até de respirar. Encostei na pia, puxei o celular com a mão tremendo e disquei pra única pessoa que podia me socorrer. A Kelly atendeu na segunda chamada: — Alô? Minha voz saiu trincada. — Kelly… pelo amor de Deus, vem pra empresa do Davi. Agora. Não pergunta. Vem. — O quê? Que houve? Tu tá chorando? — a voz dela já subiu três oitavas. Eu funguei, já andando de um lado pro outro. — Aquela maldita da esposa dele me humilhou na frente de ger

