ISABELA NARRANDO O silêncio dentro daquele banheiro começou a ficar estranho. Daquele estranho bom. Daquele estranho que dá um calor na nuca, um nó no peito e uma vontade i****a de não se mexer pra não quebrar o momento. O Davi ainda segurava meu pulso, ainda me olhando daquele jeito que ninguém nunca tinha olhado pra mim. A camisa dele cobria meu corpo, mas parecia que o tecido não adiantava de nada, porque o olhar dele atravessava tudo, como se ele estivesse vendo cada pedaço meu mesmo assim. Ele não falava nada. Nem precisava. O olhar dele já dizia tudo. E eu senti meu corpo inteiro reagir, como se tivesse alguém passando a mão devagar no meu estômago, descendo pela minha barriga, subindo pela minha nuca. O clima ficou tão pesado, tão carregado, que acho que se alguém abrisse aquela p

