Isa Narrando - Continuação Quem entrou foi a Kelly. Com a mão numa sacola grande, do tamanho de uma sacola de feira, e a outra já empurrando a porta como se estivesse invadindo território inimigo. O barulho ecoou no banheiro de mármore como se fosse um tiro. Ela me olhou. Depois olhou pro Davi. Depois olhou de novo pra mim. E eu ali. No colo do Davi. Sentada. Apertada contra o peito dele. Com a camisa dele no corpo. E a mão dele ainda na minha coxa, porque eu tinha ficado tão paralisada que nem lembrei de tirar. Kelly arregalou os olhos de um jeito tão grande que eu achei que fossem cair da cara dela. — Isabela… — ela falou bem devagar, igual mãe que flagra filho fazendo merda. — …o que que tá acontecendo aqui dentro? A pergunta entrou no meu cérebro com delay, porque só dep

