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ISABELA NARRANDO Se existe um céu particular pra grávida, o meu naquele dia foi aquele restaurante. Logo que o garçom trouxe o prato, eu já comecei a rir, porque era tudo chique demais pra alguém que ama um bom PF com bife, arroz, feijão e batata frita. O risoto veio fumegando, cremoso, com aquele cheiro de cogumelo e queijo que subiu na minha cara e quase me fez chorar de emoção. Em cima, o medalhão todo seladinho, molhinho brilhando. Eu olhei pro prato, olhei pro Davi. — Isso tudo é pra mim mesmo? — perguntei, fingindo choque. — Não é pra dividir com a mesa inteira, não? Ele riu, recostado na cadeira, com aquela cara de quem tava se divertindo mais me vendo do que comendo. — Come, Isa. — falou. — Quero ver até onde vai a fome da mãe do meu filho. Primeira garfada: eu quase gemi.

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