Marlene deu uma risadinha curta, sem humor. — É… a Lúcia não ia largar o osso fácil, não. — Eu sei. — suspirei. — Eu conheço a mulher com quem me casei. Mas isso não muda o fato: o casamento acabou. No papel, na prática, no sentimento. O resto é só birra, disputa de ego… e eu vou resolver. Nem que demore. Ela ficou quieta de novo. Eu mudei de posição no sofá, cheguei um pouco mais pra perto, mas não encostei nela. Respeito a distância. Ela merece isso. — Eu não tenho mais idade pra ficar de namorico, Marlene. — falei, simples. — Pra joguinho, pra aparecer, pra fingir que tô aproveitando vida de solteiro. Eu não tenho paciência pra isso. Eu já vivi demais pra ficar brincando com o tempo que me resta. Olhei em volta, pra casa dela. Simples, mas aconchegante. — Eu quero paz. — confesse

