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ANTÔNIO NARRANDO A Helena entrou em casa daquele jeito dela, bolsa num braço, uma vasilha bem tampada no outro, com aquele sorriso de quem já chega cheia de assunto. Nem tirou o sapato direito. — Prova isso aqui. Eu nem perguntei. Quando a Helena manda provar, é porque vem coisa boa. Abri a tampa e o cheiro já bateu antes do garfo. — Que isso? — perguntei, já cortando um pedaço generoso. — Bolo da mãe da Isabela. Ela que fez. Milho com coco. Levei à boca e, p***a… não tem outra palavra. — c*****o… — falei sem nem pensar. — Isso aqui tá muito bom mesmo. Ela abriu um sorriso todo satisfeito, daqueles de “eu sabia”. — Não falei? A mulher manda bem demais. Simples, caseiro, mas cheio de carinho. Dá até uma paz comer isso. Comemos mais um pedaço ali na cozinha mesmo, encostados na ban

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