ISABELA NARRANDO Subi as escadas praticamente arrastando o Davi atrás de mim — ou melhor, ele me acompanhando com a cadeira, rindo da minha cara enquanto eu tava à beira de um ataque. Assim que a porta do quarto fechou, eu comecei a andar de um lado pro outro, descalça, vestido ainda no corpo, cabelo perfeito demais pra uma cabeça completamente fora do eixo. — Não, não, não… isso não tá acontecendo — eu falava sozinha, passando a mão no rosto. — Minha mãe não pode fazer uma coisa dessas. Davi, isso vai dar r**m. Muito r**m. Você tem ideia do que pode acontecer? Ele encostou a cadeira perto da cama, cruzou os braços e começou a rir. Rir mesmo. Daquele riso solto, gostoso, completamente incompatível com o caos que tava dentro de mim. — Para de rir! — falei, desesperada. — Isso não é eng

