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DAVI NARRANDO O quarto do hotel era um insulto de tão luxuoso, mas pra mim, naquele momento, as cortinas de veludo e os móveis de design eram só cenário. O que importava era o som do zíper do vestido da Isabela descendo, o barulho do tecido caro deslizando pela pele dela e caindo no tapete. Ela ficou ali, só de calcinha de renda, me encarando com aquele olhar que mistura a menina que eu conheci com a mulher que agora carregava um filho meu. — Tá olhando o quê, Montezano? — ela provocou, soltando o cabelo e deixando os fios caírem pelos ombros. — Olhando o que é meu. — Minha voz saiu um nível mais grave. — Vem cá. Eu ainda tava na cadeira, perto da cama. Ela não caminhou, ela desfilou. Sentou no meu colo de frente, passando as pernas por fora das minhas, ignorando o metal frio da cadeir

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