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DAVI NARRANDO Acordei a Isabela devagar, do jeito que aprendi depois do acidente. Nada de susto, nada brusco. Passei a mão no cabelo dela, de leve, e falei baixinho no ouvido. — Ei… chegamos. Ela abriu os olhos meio perdida, piscando devagar, ainda com aquela cara de sono gostoso. Olhou em volta, depois pra janela, e quando viu a luz entrando diferente, abriu um sorriso automático. — Já? — Paris. — falei simples, mas por dentro eu tava sorrindo também. O avião começou os procedimentos finais, aquela movimentação organizada, silenciosa, tudo no tempo certo. Primeira classe é outro mundo. Nada de gente em pé no corredor, nada de empurra-empurra. A comissária veio avisar que o desembarque seria feito com equipamento especial pra mim. Sempre é assim. Eles trazem aquela cadeira estreita

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