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DAVI NARRANDO Entrei em casa empurrando a cadeira, sentindo aquele alívio imediato de quando a porta fecha e o mundo lá fora fica do lado de fora. A Isabela vinha atrás de mim, com a mão leve na cadeira — não porque eu precisasse, mas porque ela gosta de estar ali, presente. Eu deixo. Sempre deixo. O Fábio entrou primeiro, depois a Kelly, que parou na sala como se tivesse entrado num museu. — c*****o… — ela soltou sem nem perceber. — Isso aqui é… surreal. Sorri de canto. Eu já nem reparava mais, mas pra quem nunca tinha pisado ali, fazia sentido. A sala ampla, o pé-direito alto, o elevador de vidro no canto, a iluminação natural entrando pelas paredes quase todas de vidro… era muita coisa pra absorver de uma vez. — Bem-vinda ao caos organizado — falei, brincando. Foi quando vi meu av

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