Ela ficou envergonhada, com cara de boba, e foi ao banheiro as pressas. Quando voltou, ele estava sentado na mesa dela, mexendo no computador. A olhou sério. — Não vai continuar trabalhando aqui, Nayara? É definitivo isso? É o que deseja? Ela se aproximou apreensiva, foi olhar a tela. — O senhor me demitiu, por ser um desastre, entre outras coisas. Não vou poder me enquadrar na empresa com tantas mudanças. Mas está tudo bem, eu não... — Se aproximou segurando a mão dele no mouse. — Não! É particular, são umas coisas minhas. Ele tirou a mão do mouse. — Então, não deveria estar ouvindo audiolivro de pu.taria aqui, se é particular. Já sei o suficiente sobre você para sermos íntimos. — Levantou-se revirando as gavetas dela. — Caso não desista de sair, vai saber tudo sobre mim também.

