E mais do que esconder da minha mãe e da Luana, eu tava tentando esconder da Sophia. Não queria que ela visse a mãe dela vulnerável daquele jeito. E principalmente, não queria que ela soubesse desse bebê agora. Não sem o pai do lado. Não sem aquele momento ser nosso. Do nosso jeitinho. Não com medo e desespero envolvendo tudo. Era uma linha tênue. Muito tênue. Entre manter o segredo e me entregar. Entre explodir e continuar fingindo controle. Eu sabia que qualquer crise, qualquer desmaio, qualquer enjoo mais forte, podia mudar tudo. Podia me obrigar a contar. Podia transformar aquele momento num trauma, numa revelação forçada. E eu não queria isso. A gente não queria isso. Então eu seguia. Passo por passo. Fingindo estabilidade. Segurando a mão da minha filha com força. Me apoiando no

