Urso narrando Acordei no dia seguinte e, de cara, já senti que tinha alguma coisa errada. Passei a mão pela cama ainda quente, buscando o corpo dela, aquela pele macia que eu tinha rasgado e mordido a noite inteira, mas só encontrei o lençol amarrotado e vazio. Me apoiei no colchão, ainda meio zonzo, tentando entender se eu tava sonhando, se ela só tinha ido no banheiro ou se eu tinha surtado. Mas era isso mesmo. A cama tava vazia. Nenhum sinal dela. Nenhum cheiro no travesseiro, nenhum sussurro no corredor, nenhuma peça de roupa jogada no chão, e olha que ontem eu não deixei um pano inteiro no corpo daquela mulher. Levantei num pulo. Coração acelerado, já com o sangue começando a ferver. Rodei a casa inteira, do quarto à cozinha, do banheiro ao quintal. Nada. Nem sombra, nem cheiro, n

